Solidariedade com jovens comunistas ucranianos
Intensifica-se a solidariedade com os irmãos Aleksander e Mykhail Kononovich, militantes comunistas ucranianos, detidos há cerca de 500 dias. Actualmente em prisão domiciliária, são alvo de ameaças à sua integridade física.
Presos em Março de 2022, por pertencerem ao Partido Comunista da Ucrânia (ele próprio alvo de um processo persecutório), os irmãos Kononovich estiveram detidos em parte incerta durante cerca de 100 dias, sem julgamento. Depois, em resultado de uma campanha de solidariedade internacional, foram colocados em prisão domiciliária, onde permanecem há meses. Persistem, no entanto, ameaças à sua integridade e mesmo à sua vida, vindas de elementos das próprias forças policiais.
O PCP solidarizou-se desde logo com os comunistas presos, exigindo a sua imediata libertação. Essa solidariedade teve expressão no Parlamento Europeu, pela voz do deputado João Pimenta Lopes, ainda na passada segunda-feira: «Como democratas, como antifascistas, expressamos a nossa solidariedade a Aleksander e Mykhail Kononovich, denunciamos e condenamos os maus tratos e as ameaças a que têm estado sugeitos e exigimos a sua imediata libertação. Do mesmo modo, expressamos a solidariedade com todos quantos na Ucrânia, tal como Aleksander e Mykhail Kononovich, anseiam por uma Europa do Atlântico aos Urais de paz, segurança colectiva e cooperação entre todos os povos.»
A JCP divulgou anteontem, através das redes sociais, um vídeo dos irmãos Kononovich denunciando o carácter fascizante do regime ucraniano. Nos próximos dias, como desde há mais de um ano, continuará a exigir a libertação imediata dos dois jovens e a salvaguarda da sua integridade física.
FMJD exige libertação
A Federação Mundial da Juventude Democrática (FMJD) denunciou que, quase 500 dias depois do sequestro dos irmãos Mikhail e Aleksander Kononovich, «pelo Serviço de Segurança do regime reaccionário da Ucrânia», a sua situação continua a piorar. Nos últimos dias, as ameaças contra a integridade física dos dois jovens, incluindo ameaças de morte, estão a aumentar.
«Um exemplo claro desta situação são os escritos do oficial da polícia ucraniana Yevgeny Kravchul, na sua rede social, instigando a incrementar a repressão contra os nossos camaradas e o seu assassinato», denuncia a federação. «Considerando que, desde que foram colocados sob prisão domiciliária, grupos de fascistas rondam a sua habitação, isso é um risco acrescido para as suas vidas», acrescenta.