Porto e Lisboa em defesa da paz
Porto e Lisboa voltam a ser palco de acções em defesa de políticas de paz, soberania, solidariedade, cooperação e amizade entre todos os povos. Exige-se que o Governo cumpra os princípios da Constituição da República.
Parar a guerra e dar uma oportunidade à paz!
No Porto tem lugar uma concentração, no dia 15 de Junho, às 18h00, na Praça da Palestina (cruzamento da rua Fernandes Tomás com a rua do Bolhão). Dois dias depois, 17, em Lisboa realiza-se um desfile, às 15h00, com início no Largo Camões.
O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) apela a todos aqueles que «defendem e não desistem da paz» que participem nas acções do Porto e de Lisboa, sendo «urgente» parar «a confrontação e a guerra», seja na Palestina, no Saara Ocidental, na Síria, no Iémen, no Sudão ou na Ucrânia, «com as trágicas consequências e os sérios perigos que comportam», travar «a escalada belicista que se verifica na Europa», mas também «noutras partes do mundo», nomeadamente na região Ásia-Pacífico, «desrespeitando o direito que os povos têm à paz, ao desenvolvimento, à soberania».
Inadiável é, igualmente, «pôr fim às sanções que atingem as condições de vida dos trabalhadores e das populações, incluindo dos países na União Europeia, enquanto as multinacionais do armamento, da energia, da alimentação, da distribuição acumulam fabulosos lucros» e «abrir espaço à diplomacia e à solução política dos conflitos, rejeitando a ameaça do uso da força nas relações internacionais, para que a paz e a cooperação se sobreponham às políticas de ingerência, militarismo e guerra», considera o CPPC.
Sem esquecer «o respeito pelos princípios da Carta das Nações Unidas e da Acta Final da Conferência de Helsínquia, caminho para assegurar os direitos dos povos, a paz, a segurança e a cooperação», exige-se que o Governo português «não contribua para o agravamento do conflito e do militarismo» e «cumpra os princípios da Constituição da República Portuguesa – nascida a 25 de Abril de 1974, que está a completar 50 anos – como o direito à autodeterminação dos povos, a não ingerência nos assuntos internos de outros Estados, a solução pacífica dos conflitos internacionais, a dissolução dos blocos político-militares, o desarmamento geral, simultâneo e controlado».