Eleição presidencial na Turquia decide-se na segunda volta, a 28

O actual chefe de Estado da Turquia, Recep Erdogan, conservador, do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), e o social-democrata Kemal Kilicdaroglu, do Partido Republicano do Povo (CHP), passaram à segunda volta da eleição presidencial, que terá lugar no dia 28 de Maio.

Na primeira ronda da votação, no passado domingo, 14, nenhum dos candidatos conseguiu a maioria absoluta: Erdogan, apoiado pela Aliança Popular, alcançou 49,34% dos votos e Kilicdaroglu, com a Aliança da Nação, obteve 45,00%. Um terceiro candidato, nacionalista, Sinan Ogan, à frente da Aliança ATA, conquistou 5,23%.

As eleições tiveram grande participação – foram às urnas no país 88,92% e no estrangeiro 52,69% dos mais de 64 milhões de eleitores inscritos nos cadernos eleitorais.

Erdogan, de 69 anos, no poder há duas décadas, inicialmente como primeiro-ministro e, depois, como presidente, parte para a segunda volta como favorito, defendendo a manutenção de boas relações com a Rússia vizinha. Kilicdaroglu, de 74 anos, apoiado por seis partidos da oposição, tentará contrariar esse favoritismo garantindo o reforço das relações do país com os EUA, a NATO e a União Europeia.

Em simultâneo com a primeira volta das presidenciais, decorreram eleições legislativas, para renovar os 600 lugares da Grande Assembleia Popular, o parlamento turco.

O AKP, de Erdogan, já no governo, obteve 35,5% dos votos e mantém as possibilidades de conservar a maioria parlamentar, renovando alianças com outras forças, entre as quais o Partido da Acção Nacionalista (MHP), que obteve pouco mais de 10%, e o partido radical Yeniden Refah. Segundo a televisão em Ancara, dos 600 assentos parlamentares o APK e aliados deverão assegurar 324.

Já o CHP, de Kilicdaroglu, cresceu e elegeu 167 deputados mas permanecerá na oposição, mesmo com o apoio dos 44 eleitos do Partido Bom (IYI) e dos 62 deputados da esquerda turca.

Analistas políticos em Ancara vaticinam que os resultados das legislativas, com a maioria lograda pelo AKP e aliados, poderão influenciar a segunda volta das presidenciais, favorecendo Erdogan.

 



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