Frente Comum contra «efeito perverso»

Além de «não alterar o caminho de empobrecimento que o Governo insiste em impor aos trabalhadores», a actualização salarial intercalar de um por cento na Administração Pública sofre ainda um «efeito perverso», denunciado pela Frente Comum de Sindicatos.

Aplicando as novas tabelas de retenção na fonte do IRS aos salários-base que resultam desse acréscimo, verifica-se que, «pela primeira vez», são sujeitas a retenção as remunerações dos trabalhadores que auferem os valores mais baixos no sector – alertou a Frente Comum, num comunicado de dia 21, no qual reiterou «a necessidade de um aumento imediato de salários, que permita recuperar poder de compra», o que se traduz por mais 10 por cento, garantindo um mínimo de 100 euros.

Esta situação deixa ainda claro que o «acordo de rendimentos entre o Governo e a UGT», afinal, «não é mais do que um aval para “roubar” os trabalhadores». «Acordos que esquecem a perda de rendimentos dos trabalhadores ao longo dos anos, incluindo em 2022, e aceitam continuar a fazê-lo, em 2023 e nos anos seguintes, não estão na génese da Frente Comum», que vê agora reconhecidas as razões por que rejeitou aquele compromisso.

Para exigir do ministério da tutela o aumento imediato dos salários, a valorização das carreiras, o reforço dos serviços públicos e a revogação do SIADAP (sistema de avaliação de desempenho que, como os sindicatos têm acusado, apenas serve para travar a progressão profissional), a Frente Comum promoveu uma acção de luta, junto à Presidência do Conselho de Ministros, no dia 19.

A concentração de dirigentes, delegados e activistas sindicais – onde uma delegação reafirmou a solidariedade do PCP – teve lugar na altura em que, no Ministério da Presidência, decorria uma reunião técnica sobre o SIADAP.

 



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