Aumento intercalar na Administração Pública

O Governo não evoluiu «um milímetro» na sua proposta de aumento salarial intercalar na Administração Pública, mantendo-a em um por cento, pelo que estará assim «a comprar o caminho da contestação social».

O alerta foi deixado pelo coordenador da Frente Comum de Sindicatos, no dia 5, no final da negociação com a secretária de Estado da tutela. A inflação vai continuar a subir e os trabalhadores vão continuar a empobrecer, disse Sebastião Santana aos jornalistas.

A Frente Comum assinalara, como impulsionado pela luta dos trabalhadores, o facto de o primeiro-ministro ter anunciado a decisão de aplicar um aumento salarial intercalar, logo após a greve da Administração Pública, a 17 de Março, e a manifestação nacional promovida pela CGTP-IN no dia seguinte.

Nas negociações obrigatórias com os sindicatos, contudo, o Governo não alterou o valor inicial desta actualização salarial, admitindo apenas que tenha efeitos retroactivos a Janeiro, e não a Abril. O subsídio de refeição passará de 5,20 para 6,00 euros.

Os valores foram criticados pela Frente Comum, que vai continuar a exigir a concretização das propostas que apresentou (aumentos de dez por cento, assegurando um mínimo de 100 euros), e exortou os trabalhadores a darem continuidade à luta em defesa dos seus interesses.

 



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