1% é paliativo

O aumento salarial adicional de um por cento anunciado pelo Governo para os trabalhadores da Administração Pública é «paliativo» que não resolve o grave problema do brutal aumento do custo de vida. Quem o diz é a Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, que reafirma a proposta de valorização mínima por trabalhador de pelo menos 100 euros.

Em declarações à Lusa, o dirigente da Frente Comum Alcides Teles lembrou que os trabalhadores «perderam salário em 2022 e vão continuar a perder salário em 2023, apesar destes paliativos» agora apresentados pelo Governo. No ano passado, acrescentou, a inflação fixou-se em 7,8 por cento e os trabalhadores da Administração Pública tiveram aumentos a rondar os 0,9 por cento, o que significa que «perderam 6,9 por cento de salário durante todo o ano passado». Quanto ao aumento do subsídio de refeição, também anunciado pelo Governo, o sindicalista recorda que é de 80 cêntimos por dia, ou seja, «um café».

Estas medidas resultam do acordo celebrado em Outubro passado entre o Governo e as estruturas sindicais da UGT.

 



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