Os direitos não podem esperar

A 8 de Março, «dia de festa e de luta pela emancipação das mulheres contra todas as formas de opressão e exploração, pela melhoria das condições de vida e de trabalho, contra as desigualdades e discriminações», aConfederação Nacional de Organizações de Pessoas com Deficiência(CNOD) saudou, de forma particular, «as mulheres dirigentes, sócias e trabalhadoras do movimento associativo de pessoas com deficiência, pela sua acção na luta pela concretização dos direitos das pessoas com deficiência».

«As pessoas com deficiência, e particularmente as mulheres, são muitas vezes arredadas da sociedade» e, pelos diversos problemas que enfrentam, tornam-se «invisíveis e são remetidas para um isolamento forçado ou um silenciamento, não lhes permitindo assim uma participação social em igualdade na vida comunitária», alerta a CNOD.

Segundo esta Confederação, as mulheres deficientes são «as mais vulneráveis a todo o tipo de violência, coação psicológica e social» e continuam a ser as «mais atingidas pelo desemprego, precariedade, trabalho sem direitos, duplicação de tarefas, assédio moral e sexual e todo o tipo de discriminações».

Igualdade plena tarda
Porque «a luta pela igualdade não tem idade», a Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos – MURPI lembra que a maioria das mulheres idosas está «entre o grupo com mais baixos rendimentos», sendo «imperioso» aumentar as pensões de reforma, travar o aumento do custo de vida, criando um cabaz de bens essenciais, com a fixação de preços que inclua os produtos alimentares como pão, leite, peixe, carne, ovos, legumes, fruta e os serviços essenciais, especialmente a electricidade, o gás, a água e a habitação.

 



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