Concluída segunda volta das eleições presidenciais em Chipre
Nikos Christodoulidis, candidato apoiado pela direita, foi eleito presidente de Chipre, na segunda volta das eleições, realizadas no domingo, 12. Obteve 51,97 por cento dos votos, contra o candidato independente apoiado pelo AKEL (Partido Progressista do Povo Trabalhador), Andreas Mavrogiannis, que conquistou 48,03 por cento dos votos.
Dos mais de 561 mil eleitores inscritos votaram 406.616 (72,45 por cento), situando-se a abstenção nos 27,55 por cento.
Conhecidos os resultados, o secretário-geral do AKEL, Stefanos Stefanou, felicitou o vencedor, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros cipriota, e desejou-lhe «um mandato produtivo» para o país.
Na sua declaração, elogiou o candidato da esquerda: «Foi uma batalha eleitoral muito difícil, na qual demos o nosso melhor, tendo contribuído significativamente para isso Andreas Mavrogiannis. É um homem de excepcional qualidade de carácter moral e amor pelo país, que inspirou dezenas de milhares dos nossos concidadãos, de diferentes origens políticas, que apoiaram a sua candidatura». Manifestou a certeza de que os caminhos do AKEL e de Mavrogiannis «se reencontrarão nas lutas comuns pela reunificação de Chipre e pela prosperidade do país».
Stefanou agradeceu aos responsáveis e militantes do AKEL e aos milhares de eleitores e amigos do partido que, unidos, travaram juntos a dura luta para apoiar a candidatura da esquerda. «Uma luta que foi levada a cabo com orgulho e dignidade, olhando sempre para o nosso Chipre e o nosso povo», que tem sido e continuará a ser a principal prioridade do AKEL.
O dia seguinte às eleições, enfatizou, é um ponto de recomeço para o AKEL: «Estou optimista quanto a vencermos a batalha do reforço do papel e da intervenção do partido no interesse do nosso país, do povo trabalhador e do nosso povo».
Esta eleição, avaliou Stefanou, «provou que a Esquerda está aqui, forte, unida, com uma visão para o futuro». E assegurou que, a partir de 1 de Março, quando começar o mandato do novo presidente de Chipre, «actuaremos na oposição, sempre com responsabilidade, assertividade, seriedade e patriotismo».