Mobilizações e greves em França
Perto de duas centenas de acções de luta, entre greves, concentrações, manifestações e comícios, ocorreram por toda a França no dia 18, numa jornada nacional convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT). A jornada seguiu-se a meses de luta por aumentos salariais e melhores condições de trabalho em sectores como as refinarias, a indústria alimentar, a energia, a banca, a educação, a saúde, os transportes públicos. Também os jovens se mobilizaram pela melhoria das suas condições de vida e de estudo, nomeadamente exigindo uma ampla reforma da acção social escolar.
Em causa nos protestos esteve também a recusa das grandes empresas do sector energético, como a Total ou a Exxon (apesar dos enormes lucros que têm obtido) de aceder às exigências dos trabalhadores, que apelam à adopção de medidas capazes de repor o poder de compra perdido com o aumento da inflação e a uma melhor distribuição da riqueza.
A requisição civil imposta pelo governo aos trabalhadores das refinarias e depósitos de combustível, já criticada pela Organização Internacional do Trabalho, foi um «limite» que foi ultrapassado e que constitui um «ataque inaceitável ao direito constitucional à greve e às liberdades fundamentais», garante a central sindical.
Já no domingo, 16, o Partido Comunista Francês e outras forças políticas e sociais promoveram em Paris a marcha contra a vida cara e a inacção climática, que reuniu milhares de pessoas. Os comunistas franceses têm em curso um mês de acção política em todo o país em defesa do emprego, dos salários e das pensões. E assumiram o seu papel na mobilização para as lutas de anteontem, 18.