Cuba responde unida à passagem do «Ian»
A passagem do furacão «Ian» por Cuba provocou elevados danos materiais no oeste do país e levou à evacuação de mais de 30 mil pessoas. Os trabalhos de reconstrução já começaram, como sempre com ampla mobilização popular.
A mobilização popular é base da resposta às consequências da passagem do furacão «Ian»
O furacão «Ian» atingiu Cuba no final do mês passado, principalmente as províncias de Pinar del Rio, Artemisa, Mayabeque e Havana. Os ventos fortes, que atingiram mais de 200 km/h, danificaram a rede eléctrica do país, empresas, explorações agrícolas e dezenas de milhares de habitações e provocaram três vítimas mortais.
A resposta à catástrofe natural está a ser coordenada ao mais alto nível do Partido e do Estado, com o envolvimento do próprio Miguel Diaz-Canel, presidente da República e primeiro secretário do Partido Comunista de Cuba.
A Central de Trabalhadores de Cuba convocou para o passado fim-de-semana uma jornada nacional de trabalho voluntário para as zonas mais afectadas pelo «Ian». Todas as organizações de massas e sociais do país estiveram envolvidas na mobilização para esta jornada e em muitos locais verifica-se uma grande participação das populações nos trabalhos de recuperação.
Numa reunião realizada no sábado, 8, por videoconferência, em que participaram Miguel Diaz-Canel, o presidente da Assembleia Nacional Esteban Lazo e ainda Álvaro Lopez Miera, ministro das Forças Armadas Revolucionárias, fez-se um balanço dos progressos verificados nos trabalhos de apoio e reconstrução e avaliou-se as necessidades de curto prazo.
Os esforços cubanos estão concentrados em três áreas essenciais: o restabelecimento total da rede eléctrica, a garantia de abastecimento de água e a higienização das cidades e comunidades. Para a reconstrução das habitações estão a ser distribuídos materiais.
O furacão «Ian» também atingiu os EUA, principalmente os Estados da Florida, Carolina do Norte e Carolina do Sul, deixando um rasto de mais de 80 mortos, temendo-se que este número possa aumentar à medida que as equipas de buscas cheguem a áreas mais isoladas. Entidades e responsáveis oficiais enfrentam fortes críticas sobre a tardia e insuficiente resposta dada à tempestade.
«Guerrilheiro heróico»
No dia 8 de manhã realizou-se, com a presença de Diaz-Canel, a tradicional homenagem a Ernesto «Che» Guevara em Santa Clara, junto ao monumento que o evoca, para assinalar os 55 anos sobre o seu assassinato na Bolívia.
Recordou-se a vida e obra do «guerrilheiro heróico» e a validade dos seus ideais. A primeira secretária da União da Juventude Comunista, Ailín Álvarez García, realçou que o exemplo do «Che» compromete as novas gerações de cubanos com o «presente e o futuro da pátria». As suas ideias, acrescentou, são de grande valor para que seja possível superar as dificuldades com que o país se debate, seriamente agravadas pelo recrudescimento da agressividade do imperialismo norte-americano, que serão vencidas graças à capacidade de resistência do povo e de quem dirige os destinos do país, sem desalento.