MURPI alerta para a indignidade habitacional dos idosos
A Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos – MURPI afirma que é «urgente» melhorar as condições das casas das pessoas idosas e alerta para a deficiente conservação dos edifícios de habitação social.
Melhorar as condições nas habitações onde vivem os idosos
«É urgente melhorar as condições nas habitações onde vivem os idosos, muitos deles sozinhos, com carências de toda a espécie, sem água canalizada e saneamento», acentua o MURPI, frisando que esta é uma realidade de «todo o território nacional».
Em nota de 19 de Agosto, a Confederação alerta ainda para a «deficiente» conservação dos edifícios de habitação social – onde «residem pessoas idosas com parcos recursos financeiros» –, por não terem sido efectuadas «obras de melhoramento e de adaptação». «Estas casas necessitam urgentemente da intervenção do Estado, de modo a garantir a habitabilidade das mesmas», apela o MURPI, lembrando que o aquecimento destas habitações «é imperioso quando o frio aumenta e agrava as condições da saúde das pessoas idosas, chegando a ser responsável pelo aumento da mortalidade verificada».
Por tudo isto, a Confederação avança com a necessidade de alteração da Lei do Arrendamento Urbano que «salvaguarde os direitos das pessoas idosas contra o despejo intimidatório a pretexto da realização de obras ou de outro expediente». No contexto do agravamento do custo de vida, o MURPI exige «medidas urgentes» que garantam que os valores das rendas das habitações sejam subsidiadas de acordo com a lei de recursos, defendendo deste modo o direito a uma habitação condigna.
Exige-se o aumento de todas as pensões
O MURPI apela à subscrição da petição https://participacao.parlamento.pt/initiatives/2749 pela reposição do poder de compra das pensões, através do aumento extraordinário de todas as pensões.
«O agravamento do custo de vida impulsionado pela subida constante da inflação provoca a subida de preços de bens essenciais como os dos produtos energéticos, a alimentação, as rendas e os custos com a saúde», refere a Confederação. Num comunicado de 15 de Agosto, lamenta-se assim a recusa do Governo do PS em aumentar extraordinariamente as pensões, condenando «milhares de reformados, pensionistas e idosos a viverem com dificuldades acrescidas para se alimentar, contribuindo para a elevação da pobreza entre as pessoas idosas, ao mesmo tempo que se agravam as desigualdades sociais».