CNA exige a regulação dos preços dos combustíveis

O aumento no preço do gasóleo agrícola «significa um duro golpe para as explorações agrícolas nacionais», alertou, em comunicado, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA). Só na passada semana aquele combustívelsubiu 13 cêntimos.

«Uma exploração agrícola familiar de média dimensão, que no início do ano gastaria, por mês, em média, cerca de 3500 euros em gasóleo, gasta, hoje, perto de 7300 euros, o que representa um acréscimo médio mensal de 3700 euros», exemplifica a Confederação, afirmando que «esta situação da agricultura nacional não se compadece com a falta de acção por parte do Governo e do Ministério da Agricultura ou com a suposta fatalidade de que o preço dos combustíveis só baixará quando a guerra acabar».

Para a CNA é «urgente» regular o preço dos combustíveis e criar condições para atenuar o aumento dos restantes custos de produção, como rações, fertelizantes, entre outros, que, em muitos casos, mais do que triplicaram no espaço de um ano.

Agricultores não aguentam
Na nota divulgada no passado dia 15, a Confederação dá mais um exemplo concreto: «um agricultor que no ano passado teve um custo de 2600 euros em fertelizantes e fitofármacos utilizados num pomar de pouco mais de um hectare de mirtilos tem, este ano, uma conta de perto de 10 mil euros. Por outro lado, os preços pagos aos agricultores pela sua produção, quando sobem, ficam muito abaixo daquilo que seria necessário para fazer face ao brutal aumento dos custos.»

De forma a garantir a viabilidade financeira das explorações, exige-se, «sem mais demoras, a garantia de escoamento da produção a preços justos, através da criação de uma lei que proíba as vendas com prejuízo ao longo de toda a cadeia agro-alimentar», conforme é reclamação da CNA, de forma a proteger a posição dos agricultores, que «continuam a ser o elo mais fraco da cadeia, recebendo pouco pelo que produzem, enquanto os consumidores pagam cada vez mais caro na grande distribuição».

 



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