Afirmar nas ruas a defesa da paz
É já no próximo sábado, às 15h00, o desfile pela paz em Lisboa, com início no Marquês de Pombal. No Porto, é na quarta-feira, 29, às 18h00, na Cordoaria.
A mobilização continua em todo o País.
Há transportes organizados para os dois desfiles
Das várias regiões estão organizados transportes para os dois desfiles (ver horários e pontos de encontro no Facebook do Apelo Paz Sim! Guerra e corrida aos armamentos Não!) e nas principais avenidas, ruas e praças do País, bem como em terminais de transporte, empresas e serviços, estão a ser distribuídos folhetos com as datas, localizações e objectivos de ambas as iniciativas.
Este Apelo, que não tem parado de somar novas adesões, individuais e colectivas, assenta na necessidade de respeitar e cumprir os princípios do direito internacional consagrados na Carta das Nações Unidas e na Acta Final da Conferência de Helsínquia, que a Constituição da República Portuguesa acolhe e desenvolve no seu artigo 7.º. Rejeita a confrontação, as sanções, o militarismo e a corrida aos armamentos, que só podem garantir o agravamento da situação.
A chamada à participação estende-se a todos quantos aspiram à paz e que partilham dos princípios, preocupações e considerações constantes no Apelo, lê-se no folheto em distribuição. Independentemente, garante-se, de «opiniões diversas sobre os desenvolvimentos no plano internacional, como a situação na Palestina ou no Sara Ocidental, as guerras na Ucrânia, no Iémen, na Síria, na Líbia ou no Iraque».
A unir os participantes estarão, sim, a «condenação da guerra, a profunda preocupação com o agravamento da situação mundial e os sérios perigos para a Humanidade que dele decorrem».
Conversas pela Paz
Inseridas na mobilização para os desfiles, realizaram-se no Porto e em Lisboa, nos dias 14 e 15, duas Conversas pela Paz. Em ambas a iniciativas, fortemente participadas, estiveram presentes vários dos subscritores iniciais do Apelo, que aí reafirmaram preocupações e motivos suficientes para que se faça dos desfiles poderosas afirmações de luta pela paz, o desarmamento e a cooperação.
Não isolando o conflito que se trava na Ucrânia do seu contexto mais geral, os oradores sublinharam a necessidade de impor uma barreira ao militarismo, à guerra, às imposições e às chantagens como normas nas relações internacionais. Referiram-se a guerras passadas e presentes, a bloqueios e sanções que prejudicam gravemente os povos, ao desrespeito pelo direito internacional, que se verifica desde há décadas. Salientaram o direito inalienável ao desenvolvimento soberano.
Hoje realiza-se outra iniciativa de debate inserida na mobilização para os desfiles: é às 21h00, no Auditório Manuel Artur dos Santos, no Mercado de Santana, em Leiria.