Persistir e nunca parar porque a alegria é um direito
Nenhum antídoto é mais eficaz contra a insegurança e o desalento do que o encontro, o convívio e a unidade. É precisamente nos momentos em que são mais fortes os primeiros que mais urgentes se tornam os segundos.
Estarmos juntos é, e sempre foi e será, uma necessidade inadiável que a Festa do Avante! acolheu sempre – e em particular nos últimos anos – com total sentido de urgência e responsabilidade. Quando, a propósito da epidemia, alguns incentivavam o isolamento e o medo, a Festa e quem a promove criou todas as condições para promover a reunião segura e, com ela, o convívio, a alegria e a cultura, que também são direitos inalienáveis do ser humano e notáveis conquistas de Abril.
Quando os artistas e trabalhadores das artes e da cultura estavam privados de trabalho e o público privado da beleza e do sonho que só a arte e a cultura proporcionam, foi a Festa do Avante! a possibilitar este encontro. Em 2020 e 2021, enfrentando fortes pressões, só ela mostrou que era possível (e desejável) prosseguir com a vida e a alegria – com segurança, com esperança, com futuro.
Além disso, se os trabalhadores (deste sector como de todos os outros) nunca pararam, como poderia parar o Partido que os defende e a Festa que a eles prioritariamente se destina?
Aliás, se há coisa que a Festa e quem a constrói nunca fez foi parar. Não o fez logo na primeira edição, quando enfrentou tantas ameaças e pressões. Como não o fez nos anos seguintes, quando se viu obrigada por mais de uma vez a mudar o local da sua realização, o que implicou trabalhos redobrados – desbravando mato, afeiçoando solo rochoso, construindo de raiz canalizações, infra-estruturas, avenidas e praças, para no ano seguinte ser necessário fazer tudo de novo, no mesmo ou noutro local. Adquirida a Quinta da Atalaia, graças ao esforço militante (sempre ele!), não se limitou a não parar, antes melhorou ano após ano as condições de acolhimento de construtores e visitantes.