Custos económicos e ambientais do acordo sobre gás entre UE e EUA

Sandra Pereira, eleita do PCP no Parlamento Europeu, pretende saber quais os termos e os custos económicos e ambientais do acordo entre a União Europeia e os Estados Unidos da América, para fornecimento de gás natural liquefeito (GNL) norte-americano aos europeus.

Nesse sentido, a deputada comunista portuguesa enviou, a 30 de Março, uma pergunta escrita à Comissão Europeia.

Lembra que foi anunciado um acordo entre a UE e os EUA para o fornecimento, por parte deste país, de GNL, tendo em vista a diminuição das importações de gás da Rússia. O acordo envolve 15 mil milhões de metros cúbicos de gás, até ao final de 2022, e 50 mil milhões até 2030.

A grande maioria do gás oriundo dos EUA é extraído através de «fracking», uma técnica de extração de hidrocarbonetos polémica pelo seu impacto ambiental muito negativo, que foi proibida em vários países da Europa, como Reino Unido ou Espanha. Com o recurso a esta técnica, prevê-se que os EUA sejam o maior exportador de gás em 2022.

Como muitos dos pormenores relativos ao acordo anunciado não são conhecidos, Sandra Pereira solicitou à Comissão Europeia informação sobre o seu conteúdo e termos precisos, incluindo, entre outros, sobre os seguintes aspectos:

Como será distribuído o volume global de GNL pelos Estados membros?

Quais os custos económicos resultantes da substituição do gás russo por GNL oriundo dos EUA, ou, por outras palavras, quanto mais caro irá ficar o segundo e quem irá pagar esse sobrecusto?

Que estimativa foi feita dos custos ambientais desta opção, incluindo no que toca a emissões adicionais de gases com efeito de estufa (GEE), indirectas, dela decorrentes?



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