Unidade e avanços na Bolívia

O presidente da Bolívia, Luis Arce, assegurou que o seu governo enfrentará as tentativas de desestabilização e apelou à unidade para que não se debilite o processo de mudança liderado pelo Movimento ao Socialismo (MAS).

«A nossa luta não terá êxito se florescerem as ambições individuais e os confrontos internos», afirmou o chefe do Estado boliviano, convocando ao mesmo tempo os movimentos sociais e os sectores populares e profissionais a unir-se na defesa do projecto político impulsionado pelo MAS, face às acções desestabilizadoras da oposição.

Num discurso proferido no dia 22, em Bogotá, na Casa Grande do Povo, por ocasião do 13.º aniversário da fundação do Estado Plurinacional, o presidente destacou o avanço económico do país, um dos maiores registados na região sul-americana. Explicou que essa reactivação da economia não acontece por acaso mas resulta de um modelo que apresentou resultados apesar da crise económica gerada pela pandemia de COVID-19 no mundo. E afirmou que se trata de um modelo de desenvolvimento de que os bolivianos devem sentir-se orgulhosos.

Luis Arce destacou ainda que 2021 fechou na Bolívia com uma inflação de 0,9 por cento, a mais baixa no contexto regional. Revelou que, no ano passado, foi reduzida a pobreza extrema e moderada herdada do governo golpista para níveis inferiores aos registados em 2019. Insistiu que ao retomar o que denominou «modelo económico social comunitário produtivo» a Bolívia conseguiu que o fosso de rendimentos se estreitasse, o que constitui um feito, já que é o melhor resultado da história económica e social do país. E assegurou que o governo continuará a desenvolver políticas sociais de carácter prioritário no quadro do Estado Plurinacional, para que continue a diminuição da pobreza e de todas as formas de desigualdade.

 

 



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