Economia da China cresce 8,1 por cento e população passa 1,4 mil milhões em 2021

Lusa

A China anunciou que a sua economia cresceu 8,1 por cento em 2021, num contexto marcado ainda pelo impacto da pandemia no plano interno e externo.

Segundo o Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE), em Pequim, os resultados económicos obtidos são superiores à meta planeada de aumento de 6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), que atingiu os 114,37 biliões de yuanes (cerca de 18 biliões de dólares). Compare-se com o PIB dos Estados Unidos da América no ano passado, que rondará os 22,8 biliões de dólares, de acordo com previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O crescimento económico chinês, indicam as estatísticas, foi alcançado em 2021 apesar de no último trimestre o PIB ter crescido quatro pontos percentuais e, antes, em Julho-Agosto-Setembro, 4,9 por cento, em ambos os casos abaixo do previsto.

Entre os factores determinantes do crescimento económico da China, no ano findo, figura a actividade comercial, que cresceu 21,4 por cento, graças ao dinamismo tanto das exportações como das importações.

Outro dado relevante indica que a taxa de desemprego urbano desceu para 5,1 por cento, abaixo da meta de 6 por cento.

Embora de uma maneira geral as estatísticas publicadas representem índices positivos, especialistas chineses alertam, em relação a este ano, para múltiplas incertezas internas e externas.

Declive demográfico

Em 2021, a população da China atingiu os 1.412,6 milhões de habitantes. Os números revelados pelo GNE confirmam a China como o país mais populoso do mundo, tendo no ano passado juntado mais 480 milhões de pessoas à sua população.

A natalidade, contudo, caiu pelo quinto ano consecutivo e a sua taxa baixou para 7,52 por mil – a menor desde o início do século XX. Também o segmento populacional em idade laboral (16-59 anos) desceu pelo 10.º ano seguido e, além disso, em 2021 o país registou menos cinco milhões de mulheres em idade fértil.

Estes indicadores confirmam a preocupação das autoridades com base em estudos que prevêem para a China um máximo de 1.442 milhões de habitantes em 2029 e antecipam para este 2022 o início de um acentuado declive demográfico pela combinação do rápido envelhecimento populacional e da baixa natalidade.

Num esforço para reverter a situação demográfica, a China reviu no ano passado a sua política de planificação familiar e agora incentiva os casais a terem até três filhos. Anunciou mais condições económicas e sociais para aumentar os nascimentos, com medidas nas áreas da habitação, da educação e do emprego. E garantiu a melhoria dos serviços públicos vinculados à educação das crianças e ao cuidado dos idosos, a atenção e o acompanhamento das grávidas e parturientes.




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