Pontos e progressão para os enfermeiros
«É inadmissível que o primeiro-ministro não tenha anunciado que também “vale a pena” progredir todos os enfermeiros na carreira» e que «todos os anos de trabalho pudessem ser contabilizados a enfermeiros com contrato individual de trabalho e contrato de trabalho em funções públicas», comentou o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, no dia 22.
Lembrando que António Costa, na véspera, insistiu que «vale a pena» mais vacinação, mais testagem e o teletrabalho e reconheceu que os profissionais de saúde estão exauridos, o SEP/CGTP-IN sublinhou, numa nota de imprensa, que «reconhecer os anos de trabalho, atribuindo-lhes pontos, para além de justo, era a verdadeira forma de reconhecer o esforço dos que, estando “exauridos”, nunca desistiram».
«Exauridos pela sobrecarga de trabalho que aceitam, porque é sua responsabilidade», «os enfermeiros estão exauridos é das palavras do primeiro-ministro, que reconhece a importância do trabalho que desenvolvem, mas não “mexe uma palha” para resolver os problemas».
No dia 21, o SEP tinha sublinhado que «reter enfermeiros no SNS é uma emergência» e que «a contabilização de pontos, para efeitos de progressão, é exigência antiga que permite atingir aquele objectivo», interrogando: «Se há decisão política e orçamento, para quê protelar?».