Pobreza na Alemanha aumenta desde 2006

A taxa de pobreza na Alemanha tem vindo a crescer continuamente desde 2006. Agravada no contexto da pandemia de COVID-19 e das medidas que foram ou não adoptadas face a esta, a pobreza atingiu em 2020 mais de 16 por cento dos alemães, cerca de 13 milhões e meio de pessoas.

A pobreza afectou 13,4 milhões de pessoas na Alemanha em 2020

Em 2020, 16,1% dos alemães viviam abaixo da linha da pobreza, um indicador agravado no contexto da pandemia de COVID-19 e considerado o mais alto registado na Alemanha.

Segundo um relatório apresentado, em Berlim, por uma associação de organizações que lutam contra a exclusão social – a Associação Geral Paritária –, a pobreza afectou 13,4 milhões de pessoas na Alemanha, em 2020.

O documento refere que os trabalhadores por conta própria foram os que mais sofreram o impacto da crise sanitária. Assim, enquanto em 2019 «apenas» 9% destes trabalhadores estavam abaixo da linha da pobreza, no ano passado a taxa aumentou para 13%.

O relatório baseia-se nos dados de um censo efectuado pela Agência Federal de Estatística (Destatis) da Alemanha e destaca que nunca se tinham registado taxas de pobreza semelhantes, que constituem «um triste recorde», superando os 15,9% de exclusão social registados em 2019.

A taxa está a crescer desde 2006, quando alcançou os 14%. A pandemia não é, pois, a principal causa da pobreza na primeira economia da Europa.

As consequências da pandemia tiveram um impacto desigual, atingindo sobretudo os pobres. Embora o relatório aponte que as medidas do Estado evitaram que o efeito económico da pandemia fosse ainda pior critica o anterior executivo, liderado por Angela Merkel, por não ter feito o suficiente para apoiar aqueles que vivem na pobreza.

Com o que se paga atualmente é impossível fazer face às despesas, denuncia o relatório. Se não for travada, a pandemia vai ampliar ainda mais o fosso entre ricos e pobres.




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