Acções em todo o País sobre a importância de creches gratuitas

«Todas as crianças que entrarem para o primeiro ano de creche em Setembro de 2022 terão creche gratuita. A medida foi aprovada na Assembleia da República (AR) por proposta do PCP», recorda a CDU.

 

Lutar por uma rede pública

A conquista foi valorizada numa acção nacional de contacto promovida pela CDU, no dia 15 de Dezembro, e dirigida a pais e filhos em idade de frequência de creche, a quem foi entregue um folheto que dá visibilidade à aprovação, por proposta do PCP, da gratuitidade das creches.

A medida abrange todas as crianças que entrem no primeiro ano de creche em Setembro de 2022, na sequência dos avanços alcançados, também por proposta e insistência do Partido, que garantiram, nos últimos dois anos, que as crianças do primeiro e segundo escalões tivessem sido já abrangidas pela gratuitidade.

«O que foi aprovado agora é mais um passo muito importante, porque liberta as famílias de uma grande despesa e assegura aos bebés o acesso à creche. Dá às famílias que pensam ter um filho, ou mais filhos, a segurança de que terão acesso a uma creche gratuita», refere o folheto, acrescentando: «Era possível e necessário que a gratuitidade das creches pudesse desde já abranger todas as crianças».

Apesar deste avanço, o PS e o PSD impuseram não apenas o faseamento da medida, limitando o número de crianças abrangidas já em 2022, como recusaram a criação de uma rede pública de creches que desse resposta à carência de vagas para todos os bebés até aos três anos, como se verifica actualmente.

Importante conquista

No Algarve realizaram-se iniciativas nas cidades de Tavira, Olhão, Loulé, Albufeira, Silves, Portimão, Lagos e Vila do Bispo, destacando-se a acção que teve lugar junto ao Jardim de Infância da COOPPOFA, com Catarina Marques, primeira candidata da lista da CDU às eleições legislativas de 30 de Janeiro de 2022.

Com diversas iniciativas no distrito doPorto,a CDU – com Diana Ferreira, cabeça de lista, e outros candidatos pelo distrito – também valorizoua importante conquista alcançada da gratuitidade das creches para todas as crianças, independentemente do escalão de rendimentos ao qual a família pertença. Valorização geral dos salários, redução do horário de trabalho, combate a horários desregulados e situação de precariedade, cumprimento e reforço dos direitos de maternidade e paternidade, medidas eficazes de articulação da vida pessoal e familiar com a vida profissional, são outras das reivindicações da CDU.

Paula Santos, cabeça de lista pelo circulo eleitoral de Setúbal, esteve no Jardim de Infância «O Pica-Pau», na Arrentela, concelho do Seixal. Iniciativas semelhantes ocorreram na A Voz do Operário, em Almada, e na AIPICA, na Charneca da Caparica.

Por seu lado, Alma Rivera, deputada do PCP na Assembleia da República e candidata pelo círculo eleitoral de Lisboa, distribuiu o documento da CDU no Jardim de Infância Popular, na cidade de Agualva-Cacém.

Herlanda Amado, primeira candidata pelo círculo eleitoral da Madeira, acompanhada por outros candidatos e activistas da CDU, esteve junto da Escola Básica do 1.º Ciclo com Pré Escolar e Creche da Nazaré, na freguesia de São Martinho, Funchal. No local, a candidata criticou o Governo da Madeira pela não aprovação desta medida no plano Regional, apesar de a CDU ter «apresentado ao longo de vários anos propostas idênticas», sempre chumbadas por PSD e CDS.

No Orçamento que agora está a ser discutido no plano regional, a CDU voltou a apresentar uma proposta que garante a gratuitidade das creches às famílias da Região, à semelhança do direito já garantido a milhares de famílias no resto do País. «Veremos se é real a suposta preocupação do Governo com as questões sociais e com as muitas dificuldades vividas pelas famílias, aquando da votação da nossa proposta no Parlamento Regional», adiantou Herlanda Amado.

 

100 mil vagas

A CDU defende a criação de uma rede pública, com 100 mil vagas em creche ou em soluções equiparadas nos próximos anos. «A faixa etária dos 0 aos 3 anos é a única durante o crescimento das crianças em que não existe nenhuma resposta pública. Uma rede pública permite assegurar condições de igualdade a todas as crianças numa etapa essencial do seu desenvolvimento», acentua a CDU, reclamando: «É preciso mobilizar os recursos a que neste momento o País tem acesso para responder a uma questão central na vida das famílias» (ver pág. 7).



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