Comunistas da Suíça em defesa da soberania
O 24.º Congresso do Partido Comunista (Suíça), realizado a 27 e 28 de Novembro, destacou a necessidade de reforçar a organização do partido e fortalecer a sua participação nos sindicatos, movimento da paz e organizações sociais.
Idade média dos 20 membros do novo comité central não ultrapassa 30 anos
Sob a palavra de ordem Avante!, realizou-se nos dias 27 e 28 de Novembro, em Bellinzona, cantão de Ticino, na Suíça, o 24.º Congresso do Partido Comunista (Suíça).
Os 60 delegados presentes, em representação, além de Ticino, da organização partidária nos cantões de Genebra, Berna, Zurique, Vaud e Argóvia, aprovaram o relatório de actividade e as teses e elegeram os órgãos partidários, incluindo o novo Comité Central integrado por 20 camaradas, cuja média etária não ultrapassa os 30 anos. O Congresso reconduziu por unanimidade Massimiliano Ay, como Secretário-geral, responsabilidade que desempenha desde 2009.
Os documentos aprovados sublinham a necessidade de reforçar a organização do partido e fortalecer a sua participação nos sindicatos, movimento da paz e organizações sociais e enfatizam a defesa da soberania nacional e de uma Suíça verdadeiramente neutral, rejeitando as relações de dependência e quaisquer intentos de integração do país em relação à União Europeia e à NATO.
A reunião magna do Partido Comunista (Suíça), que nas últimas eleições reforçou o seu resultado no parlamento cantonal de Ticino, elegendo dois deputados (mais um) de um total de 19, defendeu para a Suíça um modelo baseado na economia produtiva e não especulativa e o direito à saúde e à educação gratuitas.
O Congresso contou com a presença, e recebeu saudações em vídeo, de partidos e forças políticas da Europa, América Latina, Médio Oriente e Ásia.
O PCP, representado por Luís Carapinha, da Secção Internacional, teve oportunidade de se dirigir ao Congresso com uma saudação em que se expressa a solidariedade dos comunistas portugueses com a luta do Partido Comunista (Suíça) «em defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo suíços, da causa do progresso social e do socialismo» e a vontade de aprofundar «as relações de amizade e cooperação» entre ambos os partidos.