Metalúrgicos de Cádis conquistam aumentos

Os sindicatos dos trabalhadores metalúrgicos da baía de Cádis, na Andaluzia, após nove dias de greve e manifestações, chegaram no dia 25 de Novembro a um acordo com a entidade patronal do sector, a Federação de Empresários Metalúrgicos da província de Cádis (Femca).

A luta dos trabalhadores teve amplo apoio popular

Ratificado nos dias seguintes pela maioria das assembleias dos cerca de 30 mil trabalhadores do sector, o acordo foi alcançado na sede do Conselho de Relações Laborais, em Sevilha, capital da comunidade autónoma da Andaluzia, após várias rondas de negociações entre representantes das principais centrais sindicais – Comisiones Obreras (CC.OO) e União Geral de Trabalhadores (UGT) – e do patronato.

O acordo prevê um aumento de salários anual de dois por cento, com retroactividade desde 1 de Janeiro de 2021 (data em que caducou o anterior convénio), subida salarial a rever em 2024, altura em que será restituído aos trabalhadores o poder aquisitivo perdido se a inflação nesse período for superior àquele valor.

A questão da subida dos salários tomando como referência a subida dos preços (medida pelo Índice de Preços de Consumo) foi um dos principais escolhos da negociação, dado que os patrões argumentavam que não podiam subir mais os salários devido à diminuição da actividade provocada pela pandemia de COVID-19.

A greve dos metalúrgicos da baía e as manifestações que se realizaram ao longo dos dias de paralisação, com amplo apoio popular, ficaram marcadas na cidade de Cádis e arredores por confrontos violentos provocados pela intervenção de forças policiais.

Os incidentes mais graves ocorreram na localidade de Puerto Real, com disparo de balas de borracha e granadas de fumo pela polícia contra piquetes de greve. Em Cádis, os manifestantes – que contaram com o apoio do movimento estudantil – chegaram a bloquear a avenida principal, depois de uma marcha que terminou defronte da sede da Femca.




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