«Vacinas são bens públicos», defende PCP em Estrasburgo

João Pimenta Lopes, deputado no PCP no Parlamento Europeu, interveio no dia 24 de Novembro, em Estrasburgo, e defendeu as vacinas como um bem público, sendo necessário desenvolver as capacidades da sua produção.

«Os 66% de população com vacinação completa na União Europeia (UE) contrastam com os 42% a nível mundial ou, pior, os 7% em África!», afirmou.

«Foi o povo quem pagou os maciços recursos públicos mobilizados para a investigação, a produção, a compra antecipada de vacinas.
As multinacionais tomaram os direitos de propriedade e engrossam lucros à custa da saúde ao nível global», lembrou, considerando que em prejuízo da investigação e produção públicas, obstaculizando a suspensão das patentes e das possibilidades de avanço mais rápido da produção, difusão e aplicação das vacinas, a UE «prossegue a sua obstinada defesa dos interesses das multinacionais».

O eleito comunista assinalou que contribuir para o necessário avanço da vacinação em todo o mundo exige não uma abordagem assistencialista mas a defesa de uma efectiva cooperação para o desenvolvimento, que inclua o apoio ao desenvolvimento de capacidades próprias de produção nos países em desenvolvimento, liberta da lógica das multinacionais ou de estratégias de apoio condicional.

«Já o afirmámos e não nos cansaremos de repetir: as vacinas são um bem público que devem estar ao serviço da Humanidade!», insistiu João Pimenta Lopes.




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