Greve forte nos CTT defende salários e serviço de qualidade
Por melhores salários e condições de trabalho e contra a degradação do serviço postal, houve greve no Grupo CTT, dia 19, e uma concentração de trabalhadores junto ao Ministério das Finanças, em Lisboa.
Os interesses dos trabalhadores coincidem com os dos utentes e do País
Entre as reivindicações levadas à rua pelos trabalhadores e que os motivaram a participar na greve nacional da passada sexta-feira esteve ainda a admissão de pessoal em número suficiente, objectivo que tem motivado diversas lutas locais.
«Os trabalhadores dos CTT reafirmaram, em força, as suas reivindicações de aumento dos salários de todos, renacionalização dos Correios e admissão dos efectivos em falta para assegurar um serviço postal com o mínimo de qualidade», destacou a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans(CGTP-IN), da qual faz parte o Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT), que convocou a paralisação, juntamente com o Sinttav, o SITIC, o Sinquadros e a Fentcop.
O SNTCT acusou o Governo de «limpar as mãos» das suas responsabilidades em relação à gestão privada dos Correios que, lentamente, está a «destruir paulatinamente» uma «excelente força de trabalho».
Solidariedade do PCP
Uma delegação do PCP, composta por Bruno Dias, do Comité Central e deputado, e João Frazão, da Comissão Política do CC, expressou a sua solidariedade com a luta dos trabalhadores dos Correios, na concentração em Lisboa.
Em declarações aos jornalistas, Bruno Dias (que na madrugada estivera com um piquete de greve, em Cabo Ruivo) afirmou que Portugal continuará a ser prejudicado, por cada dia que passe e que a gestão privada dos CTT continue a desmantelar o serviço público postal, a destruir postos de trabalho, a atacar direitos dos trabalhadores dos Correios e direitos da população.
«A luta dos trabalhadores dos correios pela renacionalização dos CTT, pela defesa do emprego com direitos e por mais contratação de trabalhadores é uma luta em defesa de quem trabalha na empresa, mas é também uma luta pelo interesse nacional», salientou Bruno Dias.