Associações e bombeiros voluntários precisam da justa e devida valorização

Essenciais no combate aos incêndios e no socorro às populações, as associações humanitárias e os bombeiros voluntários continuam a não ver reconhecido o seu papel e a enfrentar dificuldades por falta de apoios públicos.

As dificuldades resultam de carências no financiamento e apoios públicos

Lusa

A questão foi suscitada por Jerónimo de Sousa depois de visitar os Bombeiros Voluntários da Moita. Em declarações à comunicação social, quarta-feira, 18, o Secretário-geral do PCP começou por sublinhar que entre os objectivos da iniciativa estiveram, justamente, conhecer as dificuldades que enfrentam as corporações e aqueles que são a sua «peça-chave», como qualificou os voluntários que nelas prestam serviço.

Dificuldades resultantes do baixo nível de financiamento da actividade e da carência de outros apoios públicos, frisou o dirigente comunista, que atribuiu ao Governo a responsabilidade pelo aperto em que subsistem muitas associações humanitárias, agravadas pela crise epidemiológica, e o cada vez menor número de voluntários registados, já que, apesar de ser um estatuto reconhecido legalmente, falta concretizar muitas das medidas capazes de incentivar ao cumprimento de serviço nos «soldados da paz».

Neste contexto, não basta lembrar e saudar os bombeiros em período de calamidades. Importa, isso sim, defendeu Jerónimo de Sousa, ultrapassar a perspectiva sazonal sobre a actividade dos bombeiros, apoiar e valorizar corporações e homens, todo o ano, obstando situações que comprometem a eficácia da sua missão.

Desde logo e no actual momento, prosseguiu o líder do PCP, através do Programa de Recuperação e Resiliência, que pode ser, havendo vontade política, um importante instrumento naquele sentido. Por isso o Partido vai insistir nas proposta que apresentou na Assembleia da República, assegurou o Secretário-geral comunista.

Incêndios têm causas

Do PRR exige-se, igualmente, que responda às necessidades que o País têm no combate aos incêndios florestais, acrescentou ainda Jerónimo de Sousa, que lembrando que bastou um pico de calor para que se multiplicassem as ocorrências e lamentando que pouco ou nada se tenha aprendido com as tragédias de 2017 e 2018, criticou o executivo liderado por António Costa por continuar a tentar «sacudir responsabilidades» em matéria de ordenamento e protecção da floresta.




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