PCP assinalou os 90 anos de Manuel Pedro

Com um almoço no Grupo Desportivo «A Académica da Ajuda», o PCP festejou, quinta-feira, 19, os 90 anos do camarada Manuel Pedro, que nesse mesmo dia se cumpriram. Presentes estiveram as filhas, Ana Maria e Elsa Pedro, netos, o Secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa e outros membros da direcção do PCP, e dezenas de camaradas que, desta forma, quiseram saudar a vida de um revolucionário exemplar e inspirador.

«Quer na vida clandestina, na prisão, na Revolução de Abril e no trabalho de resistência à contra-revolução, quer no trabalho para a organização e mobilização dos trabalhadores e do nosso povo por melhores condições de vida, para a luta contra a política de direita, pela defesa do regime democrático e para a defesa e reforço do nosso Partido, Manuel Pedro é para todos nós um exemplo de coragem, de dedicação de militante comunista, de organizador da luta dos trabalhadores e do povo, sempre assumindo as mais variadas tarefas e responsabilidades com alegria e disponibilidade, dando o seu melhor para a sua concretização», afirmou José Capucho, do Secretariado e da Comissão Política do Comité Central, intervindo na ocasião.

O dirigente comunista sublinhou, depois, a vida de Manuel Pedro inteiramente dedicada à emancipação da classe operária e do proletariado – da tomada de consciência de classe ao fulgor da Revolução de Abril, sempre tendo a sua companheira ao lado, a camarada Maria Júlia – e destacou-lhe também a «frontalidade, firmeza nos ideais, sempre na defesa e reforço do nosso Partido, com a sua natureza de classe, os seus princípios, os seus objectivos e a sua identidade».

Manuel Pedro, por seu lado, depois de agradecer ao PCP a comemoração dos seus 90 anos, recordou ser «filho de um operário que me ensinou a respeitar a ganga». Lembrou, também, que o Partido «nunca se deixou domesticar nem moldar aos interesses dos grandes agrários e capitalistas» durante a resistência ao fascismo, que hoje se encontra, de novo, praticamente só, «como Partido político, na luta contra a política de direita», que «os estatutos do PCP não contemplam palavras ou ideias tais como, “donos”, “grupos de pressão” ou “amiguismo”», e, reafirmando a certeza de que «os comunistas estão do lado certo da História», reiterou estar ainda à disposição do Partido.




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