Professores sem progressão
Contra a opacidade das listas de candidatos às vagas para progressão na carreira (aos 5.º e 7.º escalões) e para exigir que nenhum docente seja impedido de progredir, a Federação Nacional dos Professores levou a cabo uma acção de protesto no dia 28 de Julho, de manhã, junto do Ministério da Educação.
Logo no dia 23, quando o ME publicou as listas, a Fenprof alertou que continuarão retidos muitos docentes que não progridem há mais de uma década e são ocultados dados essenciais para comprovar a correcção da publicação. No total, ficam retidos nos 4.º e 6.º escalões 4342 docentes, número que representa mais do dobro do registado no ano passado, protestou a federação, que exigiu reunir-se com a secretária de Estado da Educação, mas apenas foi recebida pelas Relações Públicas do ME.
Em posições divulgadas a 31 de Julho e a 2 de Agosto, a Fenprof acusou o ME de desrespeitar o direito à negociação colectiva, uma vez que não convocou ainda as reuniões para negociar a lei sobre o regime de recrutamento e mobilidade e sobre a vinculação extraordinária de docentes das componentes técnico-artísticas do ensino artístico especializado.