Trabalho da CDU na Moita alicerça confiança no futuro

Há décadas que na Moita a CDU constrói, em ligação com a população, um caminho de progresso e desenvolvimento. É com esse crédito que os seus candidatos, com os olhos postos no futuro, se apresentam às eleições autárquicas, confiando que ele determinará um renovado mandato de confiança da população.

Pela frente estão novos desafios e a ambição de continuar a cumprir novas etapas de crescimento económico, criação de emprego e elevação da qualidade de vida, como sublinhou ao Avante! Rui Garcia, que se recandidata à presidência da Câmara Municipal da Moita pela CDU.

Há um desenvolvimento sustentado que é base da qualidade de vida da população

A CDU é força maioritária no Município da Moita desde que foi instituído o Poder Local Democrático. O que explica esta reiterada confiança dos eleitores?
A confiança é conquistada com o trabalho que se realiza, com o respeito pelos valores que caracterizam e são distintivos da CDU: trabalho, honestidade e competência. Esse é o reconhecimento que os eleitores têm feito ao longo de todo este tempo: que somos sérios na abordagem dos problemas, cumprimos os nossos compromissos, trabalhamos em prol do desenvolvimento do concelho.

Cingindo-nos aos últimos quatro anos, que balanço fazes do trabalho realizado?
Cumprimos no essencial aquilo que nos propusemos no nosso compromisso eleitoral. Este é um mandato que fica marcado por este período final de ano e meio de epidemia e pelas dificuldades acrescidas que trouxe, mas o que é de realçar é que temos vindo a concretizar quer os grandes investimentos, quer as principais acções previstas.

Queres pormenorizar que projectos foram esses…
Neste mandato aumentámos o investimento e aproveitámos ao máximo os fundos comunitários disponíveis, sobretudo para qualificação do espaço público e melhoria de acessibilidades e trânsito, com destaque para a Av. 1.º de Maio e a ex-estrada nacional, ambas na freguesia mais populosa do concelho. Há outros trabalhos em curso de requalificação do espaço público na freguesia de Alhos Vedros, no Largo do Descarregador, a par com a recuperação do Palacete ali existente, edifício que vai alojar o Museu Municipal.

Renovámos as duas piscinas municipais e está a iniciar-se a construção de uma nova. Substituímos na íntegra a iluminação pública por novas tecnologias mais eficientes, prolongámos a rede de ciclovias, prosseguimos a recuperação e ordenamento da zona ribeirinha.

E no que se refere à vertente educativa, continua a merecer uma particular atenção?
A educação é uma prioridade e continua a ser uma das grandes áreas de investimento da autarquia. Temos investido na qualificação das escolas e evoluído muito significativamente na oferta do ensino pré-escolar, que já cobre hoje todas as crianças de idade superior a quatro anos e boa parte das de três anos. E todos os anos continuamos a abrir novas salas de pré-escolar.

E na área da Cultura?
Tem sido também uma prioridade, quer através de uma programação de qualidade dos nossos equipamentos e no espaço público, quer através da abertura à participação dos artistas e dos criadores locais. Espaços como o Centro de Experimentação Artística (no Vale da Amoreira) e a Fábrica de Artes Visuais e Ofícios são vocacionados para a criação artística e para o trabalho com a juventude.

As nossas quatro bibliotecas são também, para além da sua função específica, verdadeiros pólos de dinamização cultural, particularmente em estreita ligação com a comunidade educativa.

A educação e a cultura são, pois, duas áreas em que a nossa aposta é permanente.

O movimento associativo e popular tem uma enorme vitalidade na Moita. Como é encarada pela Câmara esta realidade?
O nosso concelho tem grandes tradições associativas, com um grande número de colectividades de cultura e recreio que desenvolvem uma diversificada actividade, fundamental na implementação das políticas desportivas e culturais do Município através das parcerias que estabelecemos. Têm um papel insubstituível porque é através delas que as comunidades têm acesso à democratização da prática desportiva e da cultura de uma forma mais directa.

O nosso apoio e relacionamento é na base de contratos-programa, apoio que tem também crescido ao longo deste mandato e que em particular neste período da epidemia tem sido precioso.

A Moita tem uma extensa frente ribeirinha que lhe confere individualidade. De que modo esta ligação privilegiada ao Tejo tem sido aproveitada?
A ligação ao Tejo é o traço mais identitário do concelho da Moita, que marca o território e a cultura. As comunidades mais antigas nasceram com os transportes fluviais e há uma ligação que se mantém até hoje. Promover este património tem sido uma das apostas do Município, quer como identidade cultural, mas também como factor de promoção da actividade económica, de atracção do território e da qualidade de vida da população.

Neste mandato lançámos um projecto, a que chamámos Moita Património do Tejo, que busca a valorização patrimonial, cultural e ambiental da relação do Município com o rio e em que pretendemos apresentar uma candidatura da construção das embarcações tradicionais a património imaterial da UNESCO. No nosso concelho, em Sarilhos Pequenos, labora o último estaleiro de construção dos barcos típicos do Tejo, o que torna urgente preservar este saber fazer.

As acessibilidades mudaram muito e para melhor. Mas persistem ou não dificuldades na mobilidade entre concelhos e na ligação a Lisboa?
Este mandato fica marcado por um notável avanço para a mobilidade na região: a criação do passe único metropolitano a um custo acessível, pelo que significa para a mobilidade e a atracção do transporte público, como pelo benefício no rendimento disponível das famílias. Está entretanto quase concluído o processo para a concessão do serviço de transportes rodoviários em toda a AML, que vai trazer também avanços muito significativos na oferta de transporte rodoviário, em termos de novas carreiras, melhoria das frequências e de horários.

Continuamos no entanto com um grande problema na região: o estrangulamento nas ligações a Lisboa e o défice que se mantém na oferta de transportes públicos, designadamente ferroviário e fluvial, que afecta também as ligações no interior da própria Península de Setúbal. As autarquias da CDU e o Partido têm proposto soluções, mas não têm tido resposta por parte do Governo e, infelizmente, continuam a não ter no PRR.

O trabalho de proximidade à população – uma das marcas distintivas da CDU – foi também uma prática da gestão sob a tua presidência?
É de facto um factor distintivo da CDU – a proximidade, o envolvimento, criar condições para a participação popular – e é uma preocupação nossa desde sempre. Este relacionamento faz-se pelas vias mais formais e institucionalizadas de participação, mas também - e até mais importante - pela ligação permanente, de proximidade, as reuniões e atendimentos descentralizados, através de uma presença dos eleitos autárquicos junto da população, ouvindo as pessoas, apoiando as comissões de moradores, as comissões de utentes, e assim construir em conjunto as soluções para os problemas.

Podemos dizer, em suma, que todos os compromissos assumidos foram cumpridos…
Os compromissos, globalmente, foram todos cumpridos. Naturalmente, em quatro anos, com as vicissitudes que ocorreram, há um ou outro projecto que avançou mais lentamente que o previsto, mas no essencial os grandes objectivos, as grandes opções políticas foram concretizadas e estão a ser levadas a cabo.

É também com esse crédito de quem cumpre os compromissos que assume, que nos apresentamos à população e que reforça a nossa confiança no futuro.

Que desafios e prioridades estão colocados para o próximo mandato?
Vamos continuar a apostar na regeneração urbana, porque é importante do ponto de vista habitacional mas também em termos económicos, para revitalizar o comércio local, que atravessa momentos muito difíceis.

Estamos a finalizar a nossa Estratégia Local de Habitação, área que necessita ser uma das grandes prioridades do trabalho autárquico no próximo mandato.

Iremos continuar a apostar na captação de investimento, na dinamização da economia e na valorização e preservação do ambiente, da cultura, do património, porque são factores fundamentais não só para a qualidade de vida da população mas também como elementos centrais da estratégia de desenvolvimento que temos vindo a prosseguir.

 

Criar as regiões administrativas é um imperativo

Como presidente da Câmara, mas também na tua qualidade de presidente da Associação dos Municípios do Distrito de Setúbal, que estrangulamentos identificas hoje na Península de Setúbal cuja resolução não está nas mãos dos municípios?
Continuamos a ter um elemento que impede que haja políticas regionais e de promoção do desenvolvimento regional como era necessário: a não criação das regiões administrativas.

No caso concreto da Península de Setúbal temos défices que vêm sobretudo do processo de desindustrialização, que deixou profundas cicatrizes neste território ao nível do tecido económico, do produto e do emprego, e que não tiveram respostas adequadas da parte dos governos.

Precisamos de políticas de promoção do crescimento económico, de políticas de coesão dentro da AML que combatam as assimetrias existentes entre a margem norte e a margem sul, precisamos de instrumentos de promoção do investimento, e precisamos que sejam concretizados alguns dos grandes investimentos públicos em infra-estruturas que há muito são necessários mas que continuam a ser adiados.

A terceira travessia do Tejo é uma dessas infra-estruturas…
Claramente. Ela é fundamental para o reequilíbrio da AML e para a mobilidade em toda a região. Mas falamos também do novo aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete, do reforço do transporte ferroviário, do desenvolvimento da actividade portuária e das infra-estruturas logísticas, entre outros investimentos.

A Moita tem sido um dos municípios que se tem oposto à decisão do Governo de construir o novo aeroporto no Montijo. Essa é uma batalha que não dás por perdida…
A nossa luta contra a construção do novo aeroporto na base aérea N.º 6 tem tido algumas vitórias e é uma luta que continua, porque o Governo não desistiu ainda de satisfazer os interesses da Vinci. Mas a resistência das populações, a acção de movimentos cívicos e a posição das autarquias têm criado dificuldades eventualmente inesperadas para o Governo. E têm sobretudo contribuído para um esclarecimento da população e para se perceber o que está em causa: que o Montijo é uma má solução para as populações, a região e o País.

Visão de futuro

No contexto regional e até metropolitano, que papel e que futuro vês reservado para o Município da Moita?

Aquilo que vimos procurando concretizar ao longo destes mais de 40 anos de poder local democrático de gestão CDU é garantir um concelho que consiga harmonizar aquilo que é fundamental: o desenvolvimento, o crescimento económico, a oferta de emprego, tudo isto sem sacrificar os valores que são a base da qualidade de vida que queremos para a nossa população. Um território devidamente ordenado, com valores naturais preservados, como a ligação ao rio e o que ela significa nos planos ambiental, paisagístico, cultural e económico.

 

 



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