CDU reivindica gratuitidade dos transportes no Funchal
No Funchal persiste uma desvalorização política dos transportes públicos e uma progressiva degradação da sua qualidade e abrangência, denuncia a CDU.
Habitantes impedidos de sair à noite e ao fim-de-semana
Dando «prioridade aos transportes públicos, como um imperativo social, ambiental e económico, em contraposição ao paradigma do transporte individual», a CDU propõe a gratuitidade dos transportes públicos no concelho do Funchal, concretizando, até à universalização da gratuitidade, a imediata acessibilidade gratuita aos «Horários do Funchal» por parte das pessoas idosas, dos reformados e pensionistas, das pessoas portadoras de deficiência e dos estudantes.
Garantir o acesso aos transportes públicos a todas as zonas altas e super altas do Funchal, alargando o número de carreiras e promovendo um outro ajustamento às efectivas necessidades de mobilidade dos trabalhadores e do povo do Funchal; criar faixas «BUS», em ordem a um modelo municipal de prioridade às carreiras essenciais do transporte público rodoviário; aprofundar as possibilidades de articulação das redes de transportes públicos de passageiros com as soluções de parqueamento automóvel fora do centro da cidade do Funchal; combater o estacionamento irregular ou em segunda fila, quer por via da fiscalização, quer promovendo alternativas adequadas, são outras das ideias avançadas pela Coligação PCP-PEV.
Em nota divulgada no dia 5 de Agosto, a CDU recorda que a Câmara Municipal do Funchal «não tem sido devidamente interveniente em relação aos muitos problemas de falta ou insuficiência de serviços de transporte público de passageiros prestado no concelho pela empresa “Horários do Funchal”». Por outro lado, a autarquia «permitiu que se reduzissem os horários de várias carreiras, impossibilitando que muitos dos habitantes pudessem sair à noite e ao fim-de-semana», uma reorganização «contrária ao desenvolvimento da cidade e contestada pela população».
Mobilidade sustentável
Para a CDU, os transportes públicos assumem uma importância decisiva na definição de políticas de mobilidade sustentáveis, capazes de concretizar o direito das populações à mobilidade, assegurar o transporte de pessoas e de mercadorias, promover o desenvolvimento e a coesão económica, social e territorial, no contexto de uma acentuada melhoria ambiental, que pressupõe vincada redução da emissão de gases de efeito de estufa e de outros poluentes nefastos à saúde humana e nos ecossistemas.