«Circuito» denuncia situação na EGF

Para sensibilizar a população e tornar públicos os graves problemas laborais que afectam os trabalhadores das empresas do Grupo EGF, com destaque para a recusa patronal de negociação da contratação colectiva e para os baixos salários que são pagos, o STAL e a Fiequimetal estão a realizar um «circuito nacional de denúncia».

A primeira «tribuna pública» teve lugar no dia 12, em Coimbra, seguindo acções semelhantes em Guimarães, no dia 20, e em Aveiro, no dia 26, segunda-feira. A próxima iniciativa está marcada para 2 de Agosto, em Celorico de Basto.

A EGF pertence à Mota-Engil, através da sua participada SUMA, protagonista na privatização, em 2014-2015. Possui participações maioritárias em 11 empresas que gerem sistemas multimunicipais de recolha e tratamento de resíduos sólidos.

As organizações sindicais da CGTP-IN, dando voz ao descontentamento dos trabalhadores, acusam as administrações da holding e das empresas de insistirem em fugir à discussão séria dos problemas, dos cadernos reivindicativos e da proposta de Acordo Colectivo de Trabalho, que uniformize as regras laborais nas empresas do grupo, promovendo a valorização remuneratória, a dignificação profissional e a qualidade do serviço público prestado.

É exigido pelo STAL e pela Fiequimetal o aumento imediato dos salários e de outras prestações pecuniárias. Nas reivindicações inclui-se ainda a regulamentação e aplicação do suplemento de insalubridade, penosidade e risco e a atribuição de um subsídio de risco extraordinário, no quadro do surto epidémico.

A reversão da privatização da EGF é defendida pelas estruturas sindicais da CGTP-IN, com o objectivo de «garantir uma política de resíduos norteada por razões ambientais e pela defesa do interesse público, e não pelo lucro». «Os municípios, enquanto accionistas (ainda que minoritários) das empresas do Grupo EGF, têm de assumir as suas responsabilidades e garantir a defesa das respectivas populações, de serviços públicos de qualidade, do trabalho com direitos, assim como contribuir, activamente, para a melhoria das condições laborais nas empresas que lhes prestam serviços e nas quais participam», afirmaram o sindicato e a federação, ao anunciarem este «circuito», salientando que «só assim será possível respeitar plenamente os direitos das populações e dos trabalhadores».

 



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