Concurso de transportes do Porto não responde às necessidades

«É possível reverter o caminho seguido e assumir uma estratégia com base na definição do operador público, a STCP, como operador interno da Área Metropolitana do Porto (AMP)», insiste a Direcção da Organização Regional do Porto (DORP) do PCP.

Não fosse o PCP, e ainda hoje não teríamos o Passe Único e a redução tarifária

Em nota de imprensa divulgada a 28 de Junho, a propósito do concurso metropolitano de transportes, a DORP acusa os presidentes de câmara da AMP de incompetência e incapacidade «para uma resposta metropolitana, de «indisponibilidade para articular soluções», e de sobreporem «às necessidades dos utentes e populações» as vaidades e os egos» e a «defesa de interesses inconfessáveis».

Isto porque, «em matéria de transportes e mobilidade», não há «uma única medida significativa, de sentido positivo, que os órgãos metropolitanos tenham sido capazes de conceber», considera a DORP, que realça que «não fosse a persistência do PCP ao longo de mais de 20 anos, e ainda hoje não teríamos o Passe Único e a redução verificada no âmbito do Programa de Apoio à Redução Tarifária».

Aliás, prosseguem os comunistas portuenses no comunicado, «os mais recentes desenvolvimentos sobre o concurso metropolitano de transportes confirmam como este modelo das áreas metropolitanas é incapaz de resistir e superar a visão individualista e egoísta de autarcas incapazes de procurar convergências e articulações», respondendo «aos problemas no plano metropolitano e regional».

Para a DORP, «o concurso metropolitano de transportes deveria ser a forma de assegurar uma oferta adequada às necessidades de mobilidade, maior eficiência, mais sustentabilidade ambiental, melhor qualidade do serviço, rejuvenescimento da frota, mais responsabilidade social, informação mais completa e maior foco nos passageiros». Daí que insista que «a situação em que nos encontramos confirma que é possível reverter o caminho seguido e assumir uma estratégia com base na definição do operador público, a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP), como operador interno da AMP».

Nesse sentido, o Partido propõe que «seja criada uma estrutura de definição da rede (carreiras, serviços, horários e frequências) e acompanhamento da operação que envolva as autarquias, os trabalhadores e os utentes»; que sejam tomadas as «medidas necessárias para que a STCP seja definida como operador interno dos 6 concelhos (Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Valongo e Vila Nova de Gaia) onde opera»; que «se defina um calendário de alargamento faseado aos restantes concelhos onde a STCP passará futuramente a assumir a operação, substituindo os privados à medida que tenha condições para assegurar o serviço com qualidade».

O PCP pretende, ainda, que «se assegurem medidas de defesa e salvaguarda dos postos de trabalho das empresas privadas que fazem hoje o serviço, designadamente com a prioridade à contratação para a STCP destes motoristas (e outros trabalhadores) para responder às necessidades decorrentes do alargamento da operação».



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