Apoio mundial a Cuba isola EUA

A esmagadora maioria dos países ratificou uma vez mais na Assembleia Geral da ONU a rejeição ao bloqueio imposto a Cuba pelos Estados Unidos da América, que continuam isolados na sua actuação unilateral: no dia 23 de Junho, 184 países votaram a favor do levantamento do bloqueio, enquanto Ucrânia, Colômbia e Brasil se abstiveram e apenas dois países apoiaram a manutenção do cerco.

Antes da votação, 49 oradores levantaram a voz contra o bloqueio, seis dos quais representando grupos de países. A Comunidade das Caraíbas, o Grupo dos 77 mais a China, o Movimento dos Países Não Alinhados e a Associação de Nações do Sudeste Asiático foram algumas das organizações internacionais que rejeitaram as medidas coercivas de Washington.

O presidente da República de Cuba, Miguel Diaz-Canel, qualificou de «contundente vitória» a votação na sede do organismo multilateral. Agradeceu o apoio mundial e denunciou que «o discurso imperial cínico, mentiroso e calunioso» dos EUA é tão imoral, descarado e obsoleto como o criminoso bloqueio. «Os EUA estão isolados, não têm o direito de sancionar. O nosso agradecimento aos povos e governos que nos apoiam», escreveu na sua conta do Twitter.

Já o ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, denunciou que em quase seis décadas de bloqueio económico, financeiro e comercial, os prejuízos sofridos por Cuba ascendem a 148 mil milhões de dólares, mas os danos, sofrimentos e carências provocados às famílias cubanas são incalculáveis. «Não é legal nem ético que o governo de uma potência submeta uma nação pequena, ao longo de décadas, a uma guerra económica incessante para impor-lhe um sistema político estrangeiro e um governo desenhado por essa potência», enfatizou.




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