Assegurar o presente e o futuro do Partido

A ampla participação na Campanha Nacional de Fundos O Futuro tem Partido revela as suas imensas potencialidades, cabendo ao colectivo partidário aproveitá-las na sua totalidade, multiplicando nos próximos dias os contactos e as abordagens.

O Centenário do Partido é um elemento mobilizador

No Sector Intelectual do Porto do PCP, a campanha nacional de fundos foi encarada com particular audácia, com os compromissos assumidos a representarem o dobro dos valores angariados na anterior campanha, destinada à aquisição da Quinta do Cabo.

«Definimos a campanha como tarefa prioritária e logo em Março [de 2020] iniciámos os contactos com vários camaradas para a definição de compromissos mensais», conta o responsável, Daniel Vieira. Os primeiros a serem contactados foram os quadros partidários com maiores responsabilidades no sector, partindo-se depois para os restantes membros da organização, dividida em vários subsectores. «Não houve respostas negativas», valorizou.

Este intenso labor – «às vezes as conversas duraram horas», realça Daniel Vieira – resultou no estabelecimento de cerca de uma centena de compromissos de contribuição mensal, alguns dos quais perfazendo quantias significativas. No momento em que a campanha se aproxima do final, os valores recolhidos ultrapassam já em muito os da anterior campanha e aproximam-se dos objectivos traçados, que os duplicam.

Nos dias que faltam, importa garantir que todos os compromissos são efectivamente cumpridos, assinala o dirigente, acrescentando ainda uma outra vertente da campanha, também ela em concretização acelerada: a sua massificação, através da distribuição dos títulos de contribuição, que permitem uma abordagem mais simplificada junto de familiares, amigos e colegas de trabalho. Para além do contributo que efectivamente dará para o êxito da campanha, Daniel Vieira realça o significado político desta acção, capaz de levar muito longe o Partido, os seus valores e a importância do seu reforço.

Para o responsável do Sector Intelectual do Porto, se algo fica evidente na Campanha Nacional de Fundos é o grande «respeito e reconhecimento» de que o PCP goza na sociedade portuguesa e ainda que a comemoração do seu Centenário é, efectivamente, um «elemento mobilizador».

Organização e empenho

A Juventude Comunista Portuguesa, que se envolveu na campanha de um modo organizado e empenhado, já superou os (ambiciosos) objectivos com que se comprometera, mas ainda não a deu por terminada. Como conta Filipa Brás, dos organismos executivos da Direcção Nacional da organização juvenil comunista, as centenas de jovens envolvidos na recolha financeira estão ainda a contactar com colegas, amigos, familiares e vizinhos, à semelhança do que têm vindo a fazer nos últimos meses.

A integração da campanha na preparação do 15.º Congresso da JCP foi determinante para a sua dinamização, confessa a mesma dirigente: o postal elaborado para esse efeito, com a frase Eu contribuí em grandes letras vermelhas, constituiu um suporte muito útil para os múltiplos contactos que foi – e é – necessário levar a cabo.

Parte importante dos valores recolhidos, porém, resulta do cumprimento rigoroso dos compromissos de contribuição mensal assumidos por mais de duas centenas e meia de jovens comunistas de todo o País: trabalhadores de vários sectores, mas também estudantes dos ensinos Superior, Secundário, Profissional e Básico. O facto de muitos destes jovens não possuírem rendimentos próprios mas não terem, por isso, deixado de contribuir tem, para Filipa Brás, um enorme significado político.

Aliás, prossegue a jovem dirigente, se há conclusão que se pode já tirar desta campanha é que a sua razão de ser foi largamente compreendida: «não é dar por dar», afirmou, reconhecendo que os militantes e amigos da JCP «perceberam o significado da campanha» e estão hoje muito mais conscientes da necessidade imperiosa de assegurar o presente e o futuro da intervenção do Partido. «É algo que a campanha deixa para o futuro», conclui.

Justificado orgulho do colectivo partidário

Um antigo dirigente da CGTP-IN, actualmente organizado no sector sindical do Partido, participou activamente na Campanha Nacional de Fundos. Eis o seu testemunho:

«Compreendendo a importância que no actual contexto se reveste a Campanha Nacional de Fundos, não podia deixar de responder ao apelo do Partido e, assim, decidi pela actualização da quota mensal, mas também por um donativo, expresso em contribuições mensais.

«De facto, são muito fortes as razões que nos devem mobilizar nesta batalha: porque é indispensável travar diariamente e com força a luta política e de massas em defesa da classe trabalhadora e das camadas da população submetidas à exploração capitalista; porque é necessário assegurar o reforço dos meios necessários à intervenção em todas as frentes da acção partidária, não esquecendo a batalha eleitoral que este ano também vamos travar, no plano das autarquias; porque é fundamental prosseguir a realização de inúmeras e relevantes iniciativas político-culturais que têm vindo a decorrer no âmbito do Centenário do Partido; porque o apoio financeiro dos militantes e dos amigos do Partido são um elemento imprescindível para garantir a independência financeira, política e ideológica, face ao poder dos grupos económicos e de todos os outros poderes submetidos ao domínio do capital.

«Realizar tudo isto, só possível com a generosa participação dos militantes, também deve ser motivo de justificado orgulho de todo o nosso colectivo partidário.»




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