Lutar por uma vida melhor para o concelho de Coimbra
Francisco Queirós e Manuel Pires da Rocha, primeiros candidatos à Câmara e Assembleia Municipal de Coimbra, respectivamente, «são o rosto e expressão da acção e realização de um amplo colectivo da CDU», destacou Jerónimo de Sousa.
Estas palavras foram proferidas no passado dia 18, na apresentação pública dos dois candidatos, que decorreu na Praça 8 de Maio. Sobre Francisco Queirós, actual vereador e cabeça de lista à Câmara Municipal (CM), o Secretário-geral do PCP disse ser um «experimentado e competente eleito da CDU com obra feita nas autarquias, com proximidade aos problemas dos trabalhadores, com experiência em importantes lutas das populações». «Trabalho e obra realizados numa situação de minoria, assumindo tarefas executivas, sem perder a independência política, mas não desperdiçando uma só oportunidade para contribuir decisivamente para o bem-estar e melhoria das condições de vida das populações», acrescentou.
Já Manuel Pires da Rocha, primeiro candidato à Assembleia Municipal (AM), é «um homem que o distrito de Coimbra conhece e reconhece», com «provas dadas no ensino artístico, no desenvolvimento do trabalho artístico e cultural, na luta pela liberdade de criação artística e pelo direito à criação e fruição cultural», destacou Jerónimo de Sousa.
Habitação municipal
«Coimbra tem hoje em curso o maior volume de obras de requalificação e reabilitação de habitações municipais dos últimos anos, graças à acção e determinação constante da vereação da CDU que permitiu dar outra centralidade no futuro com a aprovada Estratégia Local de Habitação que evidenciou as enormes carências habitacionais no concelho, a exigir para lá da esfera da autarquia, sobretudo a assumpção das responsabilidades do Estado, a quem incumbe o cumprimento constitucional do direito à habitação», referiu.
Ainda segundo o Secretário-geral do PCP, neste concelho a acção da Coligação PCP-PEV alarga-se também à área dos transportes. Graças à «reivindicação e intervenção constante» da CDU foi possível «não só inverter o rumo de desmantelamento do serviço público municipal de transportes, como garantir o seu reforço com o aumento significativo de veículos e de pessoal e o alargamento da rede», valorizou Jerónimo de Sousa, sem esquecer «o importante avanço alcançado no plano dos passes sociais», particularmente visível nas áreas metropolitanas, que precisa de ter «uma aplicação mais expressiva» em Coimbra e no resto do País.
Destacado pelo dirigente comunista foi também o «serviço municipal médico-veterinário mais reforçado e mais qualificado», bem como o «reforço de verbas para as freguesias», a «concretização das obras protocoladas e que se encontravam há longos anos nas gavetas dos gabinetes», as «medidas concretas para a cultura e associações culturais» e a «inversão do caminho da privatização das refeições escolares».
«Também as freguesias CDU têm uma intervenção diferenciada, reconhecida aliás, de proximidade e progresso. As freguesias de gestão CDU em Coimbra transformaram-se em locais apetecíveis, dotados de equipamentos», disse ainda Jerónimo de Sousa.
Mais transparência
Antes, Francisco Queirós reclamou «um futuro com mais transparência e democracia» nos órgão autárquicos do concelho, «sem um centralismo paralisante e a constante inacessibilidade dos cidadão aos eleitos e aos serviços municipais».
Entre outras propostas, o candidato à CM avançou com a reposição das freguesias extintas; melhores transportes e mobilidade, prosseguindo a modernização dos SMTUC; a valorização e requalificação do transporte ferroviário; a construção e melhoramento dos jardins-de-infância e ATL; uma visão integrada dos espaços verdes, jardins e parques de Coimbra; políticas de efectivo e transparente apoio à actividade cultural; melhor ordenamento do território do concelho, combatendo a especulação imobiliária, apostando na reabilitação urbana e promovendo a habitação a custos controlados; protecção das micro, pequenas e médias empresas locais, do comércio tradicional e do aparelho produtivo, face aos interesses das grandes superfícies e dos grandes grupos económicos; preservar e divulgar o património imaterial e edificado como elemento vivo na dimensão pública da cidade e do concelho; defender os serviços públicos e os seus trabalhadores.
«Nas próximas eleições, teremos a oportunidade de reforçar a CDU, de confirmar a confiança e o reconhecimento das populações por este nosso património, este percurso de trabalho, com honestidade e competência», sublinhou Francisco Queirós.
Atitude de proposta
Manuel Pires da Rochafrisou que a Coligação PCP-PEV tem «uma atitude de proposta permanente, de presença em cada momento da nossa vida colectiva». «Não há nenhuma luta pelo posto de saúde, pela paragem de autocarro, pelo reforço dos meios para a actividade autárquica que não conte com a presença de eleitos e activistas da CDU», referiu, acrescentando: «Estamos e estivemos onde se exigia a água pública, a ferrovia, os demais serviços públicos, o apoio aos idosos, a defesa das crianças, meios para as colectividades de recreio, cultura e desporto», mas também a promoção do ambiente, da habitação e do bem-estar animal.
«Fomos e permanecemos únicos na recusa da chamada transferência de competências para as autarquias, em que o Estado Central se livra de competências, transferindo para o Poder Local responsabilidades sem os correspondentes meios financeiros» e «firmes na defesa da regionalização, única forma de garantir que seja o povo a escolher as linhas de rumo do desenvolvimento regional», sublinhou Manuel Pires da Rocha.