Provocações e ameaças da Ucrânia e da NATO
As autoridades da Ucrânia têm vindo a promover uma crescente acção provocatória e agressiva, designadamente contra as autoproclamadas Repúblicas Populares de Donetsk e de Lugansk, na região do Donbass.
A NATO aposta na provocação junto às fronteiras russas
Kiev tem vindo a instalar cada vez mais tropas e equipamento militar junto da linha de demarcação, e mesmo para além desta, levando a cabo sucessivos bombardeamentos, incluindo de forma indiscriminada, que têm causado inúmeras vítimas civis entre a população. A Ucrânia tem-se recusado a aplicar as resoluções dos Acordos de Minsk, de 2014, que visam pôr termo ao conflito na região do Donbass.
Fomentando e dando suporte às provocações da Ucrânia, os EUA e a NATO prosseguem a instalação de forças e equipamento militar cada vez mais próximo das fronteiras da Rússia, desde o Ártico ao Mar Negro, anunciando a realização de exercícios conjuntos com as forças ucranianas.
O desrespeito pelos Acordos de Minsk por parte das autoridades ucranianas e a sua crescente acção de provocação e ameaça de escalada de agressão contra as populações das duas repúblicas populares, juntamente com a acção militarista da NATO junto às fronteiras orientais, levou a Federação Russa a reforçar a presença militar no seu território, junto a esta região. As autoridades russas insistem em que o conflito no Donbass deve ser superado através de uma solução política e diplomática com base nos acordos estabelecidos.
O conflito interno na Ucrânia dura já desde 2014 quando as populações do Donbass se levantaram face ao golpe de Estado de Fevereiro, em Kiev, e da violência fascista que a partir dele foi desencadeada contra sectores democráticos e populações russófonas. O momento mais dramático foi o massacre perpetrado por grupos fascistas na Casa dos Sindicatos de Odessa, a 2 de Maio desse mesmo ano.