Adeus Adelaide João
Agraciada em 2007 com o prémio do cinema portugês Sophia, pela sua carreira, faleceu, na quarta-feria, 3, aos 99 anos, vítima de COVID-19, a actriz Adelaide João. Maria da Glória Pereira Silva, de nome artístico Adelaide João, nasceu em Lisboa, a 27 de Julho de 1921, e iniciou a carreira no grupo de teatro da Philips, onde trabalhava. A profissionalização dá-se com Artur Ramos, no final dos anos 50 do século passado, tendo, posteriormente, estudado no Conservatório Nacional e, como bolseira, em Paris, onde trabalhou com várias companhias.
No regresso a Portugal, em 1965, fez parte do Teatro Estúdio de Lisboa, Teatro Experimental de Cascais, Casa da Comédia, Empresa Vasco Morgado, O Bando, de que era cooperante, e da chamada Companhia de Teatro da RTP, dirigida por Artur Ramos, no Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Trabalhou ainda com outras companhias como A Comuna, o Teatro da Cornucópia, os Bonecreiros ou A Barraca. Na televisão fez séries, telenovelas e telefilmes, além do teatro televisivo.
Os gatos não têm vertigens e Oxalá, de António-Pedro Vasconcelos, A mulher que acreditava ser presidente dos Estados Unidos, de João Botelho, Telefona-me e A estreia, de Frederico Corado, O processo do rei e O fim do mundo, de João Mário Grilo, Francisca e Amor de Perdição, de Manoel de Oliveira, Manhã submersa, de Lauro António, Verde por fora, vermelho por dentro, de Ricardo Costa, A santa aliança, de Eduardo Geada, Nós por cá, todos bem, de Fernando Lopes, e Dom Roberto, de Ernesto de Sousa, contam-se entre os filmes em que participou.