Liberdade para Pablo Hasél
Mais de 200 intelectuais e artistas – do cinema, da televisão, do teatro e da música, exigem que o rapper Pablo Hasél não cumpra pena de prisão. Catalão e militante comunista, Hasél foi condenado, no final de Janeiro, pela Audiência Nacional, a nove meses de prisão efectiva.
«A perseguição a rappers, tuiters, jornalistas, bem como a outros representantes da cultura e arte, por exercerem o seu direito à liberdade de expressão, tornou-se uma constante», denunciam os signatários, para quem, «com a prisão de Pablo Hasél, o Estado espanhol está a equiparar-se a países como a Turquia ou Marrocos, que também contam com vários artistas presos por denunciarem os abusos cometidos pelo Estado».
Pablo Hasél denunciou, numa das suas músicas e em dezenas de publicações na sua conta do Twitter, os processos judiciais que envolvem a Casa Real e o rei emérito. Em 2014, os tribunais de Madrid já haviam acusado e condenado o músico a três anos de pena suspensa por alegado enaltecimento do terrorismo.
A semana passada, dias depois de ter sido conhecida a sentença do tribunal de última instância, ex-presidentes, prémios Nobel da Paz, deputados, músicos e artistas de todo o mundo, sobretudo da América Latina, expressaram solidariedade com Pablo Hasél.