Números e factos do XXI Congresso
A actual situação sanitária levou a que o XXI Congresso do PCP tivesse cerca de metade dos delegados que teria num período normal, de modo a que a sua disposição no Pavilhão «Paz e Amizade» respeitasse as necessárias normas de protecção. Apresentando o relatório da Comissão de Verificação de Mandatos, Inês Zuber, do Comité Central, informou o Congresso da presença de 618 delegados. Destes, 27 foram inicialmente eleitos como delegados suplentes e participaram no Congresso em substituição dos efectivos.
Nas 305 assembleias electivas realizadas foram eleitos 432 delegados efectivos e 619 suplentes. Dos delegados efectivos, 399 foram propostos pelos respectivos organismos de direcção (92,4% do total), 22 pelas assembleias e 11 por fusão das propostas.
No que respeita à composição social do Congresso, estava assegurada a ampla maioria de operários e empregados: 52% dos delegados eram trabalhadores da indústria e dos serviços. Quanto à composição etária, 80 delegados tinham menos de 30 anos, 270 entre 31 e 50 anos, 162 dos 51 aos 64 anos e 106 tinham mais de 64 anos. A média de idades situava-se nos 48,5 anos, tendo o delegado mais novo 17 anos e o mais velho 84. As mulheres representavam 36% dos delegados e os homens 64%.
Do conjunto dos delegados, 69 tinham aderido ao Partido após o último Congresso (realizado em finais de 2016) e 58 eram simultaneamente membros do Partido e da JCP. 60% eram dirigentes de movimentos e organizações de massas (e 22,7% especificamente do movimento operário e sindical) e 37,9% eleitos em diversos órgãos do poder local e central.
Já quanto à fase preparatória do Congresso, tiveram lugar 1700 reuniões com cerca de 18 mil participantes. Foram propostas mais de 1400 alterações às Teses/ Projecto de Resolução Política, na maioria acolhidas na versão debatida – e aprovada – no XXI Congresso.