Crime económico contra o Estado
Não é apenas um mau negócio, mas um crime económico contra o Estado Português, considera o PCP em reacção à venda por 364 milhões, por parte do Novo Banco (NB), de 13 mil imóveis avaliados em 631 milhões de euros.
«Com a agravante de ter sido o próprio banco a emprestar o dinheiro para a realização da operação e o Fundo de Resolução a cobrir o prejuízo», acrescenta o Partido, para quem «esta situação confirma, mais uma vez, que a venda do NB à Lone Star foi uma má opção, com custos que podem ultrapassar os dez mil milhões de euros, e que a solução que melhor teria servido os interesses do País e dos portugueses, como o PCP defendeu e continua defender, é a nacionalização do banco».
Em nota divulgada anteontem pelo gabinete de imprensa, o PCP sublinha ainda que «por várias vezes chamou a atenção para a necessidade de haver por parte do Estado um controlo da forma como a Comissão de Acompanhamento está a acompanhar a alienação dos activos do Novo Banco. A última das vezes foi no passado dia 22 de Maio».
Na ocasião, detalha-se, o Partido «entregou na Assembleia da República um Projecto de Resolução que, no preâmbulo, chamava a atenção para o facto do Governo ter entregue a um banco «mais de 850 milhões de euros para pagar vendas de imóveis e outros activos ao desbarato (sem que se conheçam os adquirentes, cuja relação directa ou indirecta com partes associadas à Lone Star ou antigos accionistas do BES/GES não está posta de parte), enquanto que não satisfaz necessidades agudas das populações atingidas mais profundamente pela paragem forçada».