Luta na EGF pela melhoria das condições de trabalho
REIVINDICAÇÃO Sindicalistas e trabalhadores do grupo EGF concentraram-se anteontem, 23, junto das instalações da empresa, em Linda-a-Velha, Oeiras, pelo aumento dos salários e a melhoria das condições de trabalho.
«A luta continua nas empresas e na rua»
Integrado na Semana Nacional de Luta da CGTP-IN (ver pág. 7), o protesto convocado pelo STAL e pela Fiequimetal arrancou, de manhã, junto da rotunda do Central Park em direcção à sede da empresa. «É mesmo necessário o aumento do salário», «A luta continua nas empresas e na rua» e «Quem trabalha não desarma, a luta é a nossa arma» foram algumas das palavras de ordem entoadas durante o percurso, com o devido distanciamento social.
Manifestaram-se para exigir o cumprimento do direito constitucional à contratação colectiva e o início do processo negocial do contrato colectivo de trabalho, bem como o aumento dos salários, a valorização das carreiras e a melhoria das condições de trabalho destes trabalhadores que desempenham funções essenciais às populações.
No local, Alma Rivera, deputada do PCP na Assembleia da República, manifestou solidariedade com a luta dos trabalhadores da área da recolha e tratamento de resíduos urbanos que «estiveram sempre na linha da frente» durante a pandemia. Tratando-se de uma «profissão particularmente importante», estes trabalhadores merecem «receber o subsídio de risco», uma proposta já apresentada pelo Partido, sublinhou.
Acções hoje
Hoje, 25, a União de Sindicatos de Lisboa promove uma concentração, às 16h00, no Rossio. Dali os manifestantes seguem em desfile até à Praça do Município.
A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública convocou, também para hoje, às 15h00, frente ao Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública (Rua Rosa Araújo, n.º 43, em Lisboa), um plenário nacional de dirigentes, delegados e activistas sindicais, onde será aprovada uma resolução reivindicativa, dirigida à ministra Alexandra Leitão, pela valorização das carreiras e pela regulação de suplementos remuneratórios, como o subsídio de insalubridade e risco.
No mesmo dia, a União de Sindicatos do Porto (USP) realiza, às 15h00, na Praça D. João I, uma tribuna pública de denúncia dos abusos patronais em processos de lay-off.
De manhã, dirigentes, delegados e activistas sindicais, do SITE Norte e do SITE Centro-Norte, em conjunto com os restantes sindicatos da Fiequimetal, vão concentrar-se, às 10h00, frente às instalações da associação patronal da Metalurgia e Metalomecânica (Rua dos Salazares, Porto).