PEV denuncia sobrelotação dos transportes públicos

INSEGURANÇA O Partido Ecologista «Os Verdes» (PEV) questionou o Governo sobre a sobrelotação dos transportes, nomeadamente nas horas de ponta de manhã, nos comboios e autocarros.

Queixas de sobrelotação dos transportes

Esta situação não assegura a «segurança e o distanciamento social imposto pelas medidas de contenção», lê-se na pergunta dirigida ao Ministro do Ambiente e da Acção Climática, dada a conhecer no domingo, 3 de Maio.

Ao PEV chegaram a «denúncia e queixas» sobre a «ausência do cumprimento das medidas de segurança e de distanciamento físico ao nível dos transportes públicos metropolitanos de Lisboa, dos Transportes Sul do Tejo (TST), na Linha de Sintra, na Rodoviária de Lisboa, particularmente no horário de ponta, onde o número de passageiros é superior ao normal».

«Queixas de sobrelotação dos transportes, nomeadamente nas horas de ponta de manhã, nos comboios e autocarros, não assegurando a segurança e o distanciamento social imposto pelo estado de emergência e pelas medidas de contenção», referem os ecologistas, perguntando se o «Ministério tem conhecimento das situações descritas» e que «medidas foram transmitidas aos operadores de transportes públicos para garantir a segurança» dos motoristas e dos utentes.

Entre outras questões, o PEV quer ainda saber «que empresas de transportes entraram em lay-off e que medidas estão a ser tomadas para garantir os direitos laborais» e «com a progressiva retoma de mais actividades laborais que garantia será dada para que os transportes públicos não constituam meios de transmissão e propagação da COVID-19».

Reforço insuficiente nos TST

Para a Comissão de Utentes de Transportes (CUT) da Margem Sul é insuficiente a reposição de algumas carreiras e horários dos TST, «ainda longe da realidade, muito insuficiente, do período pré-epidémico». «Não só os cortes de carreiras nunca deviam ter acontecido, como o que se repõe agora é claramente deficitário», acentua a CUT, que vai intervir junto do Governo, da Autoridade da Mobilidade e Transportes e da Área Metropolitana de Lisboa a reclamar a reposição da oferta cortada, o cumprimento da Lei ea salvaguarda da segurança dos utentes e trabalhadores.

Segundo os utentes da Margem Sul, «este momento é determinante para voltar a cativar as pessoas para o uso dos transportes públicos», com o reforço da «segurança», do «conforto» e da «fiabilidade», «exactamente o contrário que a administração dos TST repetidamente faz».

 



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