1.º de Maio no mundo afirma necessidade da luta dos trabalhadores

TRABALHADORES Em tempo de emergência sanitária e de agravamento da crise económica, com o aumento exponencial do desemprego, e o ataque a direitos e salários, as comemorações do 1.º de Maio no mundo ficaram marcadas por diversas formas de luta pelos direitos.

Nas condições de hoje, importa continuar e intensificar a luta

Em Cuba, este ano o Dia Internacional dos Trabalhadores foi assinalado de maneira diferente. Como parte das medidas para evitar o alastrar da pandemia de COVID-19, a celebração do 1.º de Maio decorreu sob as consignas A minha casa é a minha praça e Por Cuba, venceremos, com múltiplas iniciativas cívicas e culturais.

Na Venezuela, o presidente Nicolás Maduro afirmou que a classe operária venezuelana garante hoje a produção de bens essenciais no meio da crise sanitária pela pandemia. Destacou que os operários venezuelanos estão dispostos a produzir para satisfazer as necessidades básicas da população.

No Brasil, o grito Fora Bolsonaro, a rejeição das políticas do seu governo a defesa da democracia e da saúde estiveram no centro de um acto político e cultural, comemorativo do Dia Internacional dos Trabalhadores, que reuniu dirigentes políticos, de centrais sindicais e de movimentos operários, e foi transmitido pelas plataformas digitais. Os slogans das centrais sindicais resumem as principais preocupações: Fora Bolsonaro! 1.º de Maio de 2020 Solidário. Saúde, Emprego e Renda. Em defesa da democracia! Um novo mundo é possível.

Na Colômbia, no Chile (As pessoas primeiro. Defendamos a vida com salário e trabalho decente), na Bolívia e noutros países da América Latina, o 1.º de Maio foi assinalado com intervenções de dirigentes sindicais, proclamações e palavras de ordem centradas na batalha contra a pandemia e na luta pelos direitos laborais, sobretudo pelo emprego com direitos.

Nos Estados Unidos, trabalhadores e suas organizações sindicais manifestaram grande preocupação com o desemprego galopante. Mais de 30 milhões de trabalhadores nas últimas seis semanas foram compelidos a solicitar subsídio de desemprego. A realidade será ainda mais grave, já que milhões de pessoas não conseguiram solicitar o subsídio devido ao colapso do sistema.

Na Ásia, África e Europa, as comemorações do Dia Internacional dos Trabalhadores não foram muito diferentes – face às dificuldades e medidas adoptadas, intensificam-se as reivindicações em defesa dos direitos laborais.

Em França, pela primeira vez sem manifestações nas ruas e praças, os sindicatos reinventaram o 1.º de Maio. A Confederação Geral do Trabalho (CGT) informou que as comemorações decorreram com reivindicações e numerosas iniciativas, «onde se viram as exigências sociais que sempre defendemos e que a crise pôs em evidência».

De Berlim a Istambul, de Atenas a Telavive, de diversas formas, incluindo manifestações de rua, por vezes desafiando proibições e enfrentando a polícia, os trabalhadores assinalaram o 1.º de Maio, evidenciando quão importante é hoje, em condições difíceis, continuar e intensificar a sua luta.




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