Trabalhadores e utentes alvo de ofensiva
Dezenas de trabalhadores com vínculo temporário, «que deviam ser efectivos pois ocupam postos de trabalho permanentes», foram despedidos na Lauak, denuncia a Comissão Concelhia de Setúbal do PCP. A Lauak «tem aumentado todos os anos o seu volume de negócios e os seus lucros (mais de 4 milhões de euros em 2018), e teve 7,9 milhões de euros de apoios comunitários (FEDER), o que torna ainda mais absurdo este despedimento», lembra a organização do Partido.
Para o recurso ao lay-off, mas na Transportes Sul do Tejo, chamou também à atenção a Direcção da Organização Regional de Setúbal (DORS) do PCP, para quem a suspensão dos contratos com centenas de trabalhadores, «para além de ter como consequência a redução dos salários e rendimentos», foi pretexto para «dar cobertura a um novo corte na oferta».
A redução dos serviços de transporte traduzem-se na supressão de «todas as ligações directas entre diversas localidades da Península de Setúbal e Lisboa», acrescentando «riscos de propagação da epidemia», nota ainda a DORS.
Os comunistas setubalenses consideram, além do mais, inaceitável que a empresa tenha recorrido ao lay-off quando viu crescerem os seus lucros nos últimos meses, que a aceitação desse pedido possa ser feita por mera entrega de formulário, e que, a par da suspensão dos contratos, a empresa tenha elaborado «escalas de serviço com várias horas extraordinárias», matérias acerca das quais os deputados do PCP questionaram, entretanto, o Governo.