ALGARVE

Ao lado dos trabalhadores

A Or­ga­ni­zação Re­gi­onal (OR) do Al­garve do PCP re­clama apoios ime­di­atos e ga­ran­tias de in­ves­ti­mento a médio e longo prazos para as artes e cul­tura na re­gião. A exi­gência tem em conta o im­pacto do surto epi­dé­mico nos tra­ba­lha­dores do sector, o qual veio agravar as di­fi­cul­dades e ca­rên­cias la­tentes di­tadas pela pre­ca­ri­e­dade dos vín­culos e a sa­zo­na­li­dade.

«Mú­sicos, ac­tores, ar­tistas di­versos, téc­nicos e ou­tros pro­fis­si­o­nais, viram, em poucos dias, o seu tra­balho e sa­lá­rios sus­pensos ou re­du­zidos, sem qual­quer pers­pec­tiva sobre quando será re­to­mada a ac­ti­vi­dade», sa­li­entam os co­mu­nistas al­gar­vios, que lem­brando que o Par­tido propôs, na As­sem­bleia da Re­pú­blica (AR), a cri­ação de um fundo de apoio so­cial de emer­gência para a cul­tura, para apoios di­rectos (não con­cur­sais) de na­tu­reza so­cial e sem a exi­gência de qual­quer con­tra­par­tida», in­sistem na ne­ces­si­dade de manter «com­pa­nhias de dança, de te­atro, coros, or­ques­tras, bandas e ou­tros agru­pa­mentos ar­tís­ticos», bem como de ga­rantir a sub­sis­tência de «um vasto nú­mero de ar­tistas na si­tu­ação de tra­ba­lha­dores in­de­pen­dentes, que de­sen­volvem a sua ac­ti­vi­dade com base no “re­cibo verde”»; das «micro, pe­quenas e mé­dias em­presas que de­sen­volvem a sua ac­ti­vi­dade as­so­ciada a eventos (for­ne­ce­dores de equi­pa­mentos, palcos, som, luz, etc.), ga­le­rias de arte, li­vra­rias e ou­tros es­paços», bem como de «as­so­ci­a­ções ar­tís­ticas e cul­tu­rais que as­sumem um papel de ser­viço pú­blico».

Antes, a OR do Al­garve do PCP frisou, também em co­mu­ni­cado, que o com­bate ao vírus não pode ser feito no Ae­ro­porto de Faro «à custa dos sa­lá­rios, do em­prego e dos di­reitos». O Par­tido de­nuncia que «num dos prin­ci­pais lo­cais de tra­balho da re­gião», «apa­ren­te­mente passou a vi­gorar a lei da selva nas re­la­ções la­bo­rais, tor­nando ainda mais evi­dente os im­pactos das pri­va­ti­za­ções re­a­li­zadas no sector aéreo».

O Par­tido re­lata o des­pe­di­mento de tra­ba­lha­dores em re­gime de con­tratos a prazo, termo in­certo e das em­presas de tra­balho tem­po­rário, e o envio de muitos para lay-off, ape­lando-lhes a que «não baixem os braços, vençam medos, e não ali­mentem fan­ta­sias que lhes estão a ser ven­didas sobre re­gressos fu­turos: unam-se e re­sistam face à ofen­siva que está em curso e que visa apenas pro­teger os lu­cros das grandes em­presas».

Re­corde-se, ainda, que no início do mês o de­pu­tado do PCP João Dias es­teve junto das ins­ta­la­ções de um dos ho­téis do Grupo Pes­tana, em Alvor, do grupo EVA – Trans­portes e do Hos­pital de Por­timão, tendo ma­ni­fes­tado a so­li­da­ri­e­dade dos co­mu­nistas por­tu­gueses para com os tra­ba­lha­dores alvo da ofen­siva pa­tronal e re­cla­mado os in­ves­ti­mentos ne­ces­sá­rios na Saúde.




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