CPPME propõe um TVDE por cada 15 táxis na Madeira
Os presidentes da Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME), Jorge Pisco, e da Federação Portuguesa do Táxi (FPT), Carlos Ramos, deslocaram-se, no dia 3 de Março, ao Funchal, para, em conjunto com o núcleo da Madeira da CPPME, se encontrarem com o vice-presidente do Governo Regional, Pedro Calado, e com a directora dos Portos, Paula Cabaço.
Mais tarde, num encontro que reuniu mais de 120 profissionais do táxi, na Junta de Freguesia de Santo António, foi dado a conhecer o resultado dos contactos oficiais mantidos, ouviram-se as preocupações do sector e perspectivou-se o trabalho futuro a realizar.
Recorde-se que a CPPME enviou à Assembleia Regional da Madeira o Parecer, solicitado por este órgão institucional regional, sobre o Decreto Legislativo Regional que «Adapta à Região Autónoma da Madeira a Lei 45/2018, de 10 de Agosto, que estabelece o regime jurídico da actividade de transporte individual e remunerado de passageiros em veículo descaracterizado a partir de plataformas electrónicas».
Aos jornalistas, Paulo Azevedo referiu que a proposta da CPPME «protege os taxistas, enquanto o diploma do Governo Regional é mais liberal». «Se quisessem pôr 500 carros nas plataformas, podiam. Nós estamos a pedir um carro da Uber por cada 15 táxis, o que vai dar um contingente de 60 carros na plataforma», adiantou o dirigente do núcleo madeirense.
A proposta impõe ainda restrições à entrada de empresas, defende a inclusão dos taxistas nas plataformas e a possibilidade de praticarem o mesmo preço que aquelas cobram. «Não queremos que aconteça na Madeira aquilo que acontece no Continente, que é haver mais carros a operar nas plataformas do que táxis a circular», acrescentou Paulo Azevedo.