A linha circular e a diferença da CDU
O futuro da Rede do Metropolitano de Lisboa é um excelente exemplo de como a CDU é diferente das restantes forças políticas. Grosso modo, a discussão trava-se hoje entre fazer obras para criar uma linha circular entre o Campo Grande e o Cais Sodré (transformando a Linha Amarela numa linha secundária Telheiras - Odivelas) ou expandir o Metropolitano para Alcântara e para a Cidade de Loures.
O PS em Loures é pela expansão a Loures, em Alcântara a Alcântara, em Odivelas e Telheiras contra a Linha Circular, e o resto do PS, aquele que executa as decisões, na Câmara Municipal de Lisboa e no Governo, é contra a expansão a Loures, continua a adiar a expansão a Alcântara e está a avançar para a Linha Circular.
O BE é contra a Linha Circular em todo o lado, menos onde o seu voto impediria a sua concretização, pois aí está preso pelo pelouro a tempo inteiro. Ou seja, na Câmara de Lisboa onde o PS não tem maioria absoluta e necessita de um voto, o BE dá-lhe esse voto. O mesmo vereador escreve no Público um artigo contra a Linha Circular, e vota três vezes na Câmara para aprovar a dita opção que recusa.
Só a CDU defende a expansão a Loures e Alcântara em todo o lado: em Loures e em Alcântara, desde logo, mas também no resto da cidade de Lisboa, na Amadora ou em Odivelas, em toda a Área Metropolitana e no plano nacional. A CDU tem uma posição que defende e que se reflecte consequentemente em todas as suas votações.
E a essa consequência, chamemos-lhe política, associa-se uma outra, ainda mais importante: é a prática consequente, na medida em que denuncia, luta, esclarece, mobiliza contra o desperdício de 260 milhões numa obra que vai deixar o Metro mais pequeno e pior; e luta, esclarece e mobiliza a favor de duas expansões, a Alcantâra e a Loures, que trariam milhares de novos utentes ao sistema, que levariam o transporte ferroviário pesado ao único conselho da AML Norte sem ligação ferroviária pesada e à única parte da cidade de Lisboa desligada da rede de Metro.