Combate eficaz aos incêndios requer outra política florestal
FOGOS O problema dos incêndios florestais como o que lavrou no concelho da Sertã só pode ser resolvido com uma efectiva política de ordenamento florestal, garante o PCP.
A ausência de ordenamento contribui para os fogos
Comentando, no dia 14, o grande incêndio que consumiu uma extensa área de floresta e provocou vários feridos entre bombeiros e populações do distrito de Castelo Branco, e particularmente na Sertã, o PCP começa por lamentar as suas dramáticas consequências: «populações atingidas, milhares de hectares ardidos, explorações agrícolas destruídas, actividades económicas afectadas.»
Às populações afectadas, manifestou a sua «mais profunda solidariedade» e aos que, em todas as áreas da Protecção Civil, se empenharam no combate ao fogo, no socorro às vítimas e na tentativa de minimizar prejuízos, os comunistas transmitem o seu «mais profundo reconhecimento». Desde já, garante o Partido, impõe-se assegurar «todos os procedimentos de emergência» e mobilizar apoios no sentido de «auxiliar as vítimas, recuperar o ecossistema florestal e o potencial económico perdidos» e repor «infraestruturas e equipamentos atingidos».
A resposta cabal para o problema, porém, é mais profunda, pois o «caldo de cultura» que favorece estes acontecimentos reside nas condições actuais da floresta, em que avulta a «ausência de ordenamento agravada pela quase total ausência de prevenção estrutural, o abandono e a desertificação do território, a insuficiência de meios técnicos, financeiros e humanos para implementar a legislação existente».
O que se impõe é, assim, uma efectiva política de ordenamento florestal, que contrarie as extensas monoculturas, proceda à limpeza da floresta e à plantação de novas áreas de floresta tradicional, combata a hegemonia do eucalipto, abra caminhos rurais e aceiros, valorize a agricultura e a pastorícia, ocupe o espaço rural.