PCP recebeu PAIGC em Portugal
O PCP recebeu, no dia 14, representantes do PAIGC em Portugal, que informaram sobre os desenvolvimentos da situação na Guiné-Bissau após a realização das eleições legislativas de 10 de Março. Recorde-se que o PAIGC efectuou um acordo de incidência parlamentar com outros três partidos, garantindo assim uma maioria de 54 deputados num total de 102.
No entanto, passados dois meses das eleições, o presidente da República, José Mário Vaz, recusa-se a indigitar como primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, indicado pelo PAIGC, prolongando uma crise política que se arrasta desde 2015, quando o chefe de Estado demitiu o governo do PAIGC.
O PAIGC e os restantes partidos que compõem o acordo de incidência parlamentar – a Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), União para Mudança (UM) e Partido da Nova Democracia – acusam o Presidente da República de desrespeitar a Constituição e consideram imperativa a nomeação do primeiro-ministro, a formação do governo e a marcação imediata de eleições presidenciais, tendo em conta que o mandato do actual presidente se aproxima do fim.
No mesmo dia 14, as organizações de juventude dos partidos que asseguram uma maioria na Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau – nomeadamente a Juventude Africana Amílcar Cabral (JAAC), organização de juventude do PAIGC –, marcaram uma marcha nacional, onde participaram milhares de guineenses exigindo «Novo governo, já!», em resposta ao impasse criado pelo presidente da República.Foi também marcada uma nova marcha para ontem, dia 22 de Maio. Em Lisboa, o PAIGC convocou ainda, no passado dia 18, um protesto no Rossio, que contou com a presença de guineenses residentes em Portugal.
No encontro realizado, o PCP reafirmou a sua solidariedade para com o povo guineense e o PAIGC e a confiança de que será através da sua luta que será possível retomar a ordem democrática no país.