Esvaziamento ameaça Petrogal
Caso não seja revertido, o processo de esvaziamento de pessoal na Petrogal levará, a prazo, à sua destruição, voltou a alertar a Comissão Central de Trabalhadores (CCT) da petrolífera, num comunicado em que acusou a administração de ter ignorado o aniversário da empresa (criada 1 de Abril de 1976) que «continua a ser a base do Grupo Galp Energia».
Para a CCT, a tentativa de apagar a Petrogal da memória dos trabalhadores, ao mesmo tempo que é celebrada a constituição do grupo, explica-se porque a criação deste «continua a assumir um papel instrumental na destruição da empresa e, sobretudo, na redução de salários e direitos dos trabalhadores, através da substituição destes por outros, contratados a terceiros ou através de empresas do grupo criadas de raiz para o efeito». Desta forma diminuiu também o alcance da contratação colectiva, que «abrange menos de metade dos trabalhadores do grupo».
Há 43 anos, «o aparecimento da Petrogal correspondeu à unificação de várias empresas do sector petrolífero», mas «o nascimento do Grupo Galp marcou a tendência inversa». «Manteve-se o âmbito global da actividade da empresa, porém segmentou-se em várias outras», «sobretudo para abrir as portas à precariedade, à eliminação de direitos e salários». Desde então, «a actividade económica da Petrogal expandiu-se» e «a administração prosseguiu o esvaziamento» dos quadros da empresa, em áreas como a manutenção industrial, a operação das refinarias e os serviços centrais.
«Hoje existem áreas inteiras da empresa em que nenhum trabalhador tem contrato com ela», protesta a CCT, notando que nos últimos cinco anos foram «empurrados para fora» cerca de 20 por cento dos trabalhadores, cujos postos de trabalho não foram preenchidos por trabalhadores com o mesmo vínculo.