Combates às portas de Trípoli agravam situação na Líbia

Forças leais às autoridades líbias com sede em Trípoli anunciaram no sábado, 20, um contra-ataque a sul da capital, onde os combates aumentaram de intensidade, após a ofensiva das tropas chefiadas por Khalifa Haftar, ligado ao Parlamento de Tobruk, no leste da Líbia.

Mais de 200 pessoas morreram e umas centenas ficaram feridas nas primeiras duas semanas de ofensiva do Exército Nacional Líbio, de Haftar, iniciada a 4 de Abril, com o objectivo proclamado de conquistar Trípoli, indicou a Organização Mundial de Saúde.

O chefe do Conselho Presidencial, Fayez al-Serraj, com base em Trípoli e reconhecido pelas Nações Unidas, condenou o «silêncio» dos aliados perante a ofensiva militar liderada por Haftar. Em entrevista à BBC, al-Serraj disse sentir-se abandonado pela «comunidade internacional».

Segundo a Organização Internacional para as Migrações, os combates na região de Trípoli provocaram já 25 mil deslocados, estando o número a aumentar.

A Líbia encontra-se mergulhada no caos desde a agressão militar da NATO, em 2011, que assassinou  o presidente Muammar Khadafi e destruiu o Estado unitário. Até essa altura, o país era um dos mais desenvolvidos de África.

Existem hoje na Líbia, rica em petróleo, três administrações e várias milícias armadas. Além do Conselho Presidencial, em Trípoli, há o Parlamento de Tobruk, no Leste, e, ainda, uma aliança entre as cidades-estado de Misrata e Zintan, no Noroeste.




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